Sem muito tempo para descansar, o elenco do Paysandu se reapresentou ontem à tarde, na Curuzu, ao técnico Mazola Júnior. O pensamento dos bicolores, agora, está voltado para o Paragominas, neste domingo, às 17h, na Arena Verde. A tendência é o comandante manter o time que derrotou o Santa Cruz por 3 a 1.
Contudo, a repetição da formação depende da recuperação do meia Lineker. O jogador deixou o gramado, na última quarta-feira (15), com dores nas costas, provocadas por uma pancada que ele levou de um dos jogadores do time de Cuiarana. Ontem, o jogador fez tratamento, mas segue como dúvida.
Somente hoje, quando o elenco volta a treinar em dois períodos, é que Mazola terá, dos médicos do clube, posição oficial sobre o aproveitamento ou não do apoiador diante do Jacaré. Caso seja liberado, Lineker deve manter a condição de titular, como ocorreu nos dois primeiros jogos do Campeonato Paraense. O jogador vem agradando ao treinador da equipe e a torcida bicolor, já que vem subindo gradativamente de produção e, com isso, sendo peça importante no esquema de jogo montado por Mazola.
A vitória sobre o Santa Cruz ainda foi um dos principais assuntos nas rodas de bate-papo dos jogadores e comissão técnica, ontem, no estádio alviazul. O lateral-direito Yago Pikachu, autor de um dos gols do time, admitiu que o grupo ainda sente a falta de condicionamento. “Está sendo difícil esse começo, mas a gente já esperava por isso”, disse. “A equipe está se conhecendo aos poucos. O entrosamento do grupo está acontecendo dentro dos jogos, completou.
Os bicolores, porém, não escondem o contentamento pelo fato de o time, mesmo com as dificuldades, ter vencido os seus primeiros jogos na competição. “Os resultados servem como estímulo para o grupo seguir no campeonato”, argumentou o atacante Lima, o “Limatador”, principal goleador do time e do campeonato, com três gols. Até ontem não estava definido o local do apronto do time, se Curuzu ou campo do Kaza.
Augusto Recife crê em grande temporada
O volante Augusto Recife, um dos novos contratados do Paysandu chegou a Curuzu disposto a repetir no time paraense o mesmo desempenho que teve pelo Joinville-SC, pelo qual chegou a fazer 50 partidas. O meio-campista revelou que foi pego de surpresa pela dispensa do Jec. “São coisas que acontecem quando um clube não chega a seu objetivo e no caso do Joinville era o acesso”, justificou.
A dispensa, segundo ele, não provocou nenhum tipo de sentimento ruim com relação aos dirigentes do ex-clube. “Não guardo mágoa nenhuma. Foi um clube que me abriu portas”, agradeceu. Com relação ao Papão, o volante disse ter recordações de duas situações vestindo a camisa do Cruzeiro-MG. “Tenho duas lembranças, uma ruim e uma boa. A ruim foi a derrota na decisão da Copa dos Campeões, a boa foi quando fui campeão brasileiro sobre o Paysandu. São coisas que o futebol nos proporciona”, comentou.
Segundo Augusto Recife, o Papão tem boas chances de fazer uma grande temporada para apagar da memória do torcedor o ano ruim que foi 2013. “Cabe ao grupo, comissão técnica e diretoria se fecharem para dar a volta por cima. Ano passado o Paysandu não tinha um grupo ruim, mas as coisas não aconteceram, o time não encaixou. Agora é virar essa página, pensar somente no clube”, ensinou.
(Diário do Pará)
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