Representantes do Paysandu na Federação Paraense de Futebol (FPF) deram entrada, ontem, com documento na entidade pedindo que o árbitro Márcio Gleidson Corrêia Dias e a assistente Gleysiani Botelho Dias não sejam escalados nos jogos do time no Campeonato Paraense. A justificativa dos bicolores é de que o apitador é irmão do diretor do Remo, Emerson Dias, e a auxiliar, esposa do dirigente.
De acordo com o pedido, os integrantes do quadro de árbitros da FPF, pela ligação familiar que possuem com o diretor do Leão, estão em suspeição para atuar em jogos do maior rival.
O advogado Alberto Maia informou que o árbitro Andrey da Silva e Silva também deve ser ‘queimado’ para jogos do Paysandu no Estadual. O veto ao apitador, porém, não chegou a ser oficializado.
Por outro lado, procurado pela reportagem para falar sobre o veto de Márcio e Gleysiani, o diretor da Comissão de Arbitragem da FPF, José Guilhermino, disse ser desnecessário o pedido do Paysandu. “Essa preocupação a gente já vinha tendo há muito tempo. Sabemos do parentesco do árbitro e da assistente com o diretor do Remo e sempre evitamos escalá-los em jogos do Paysandu”, avisou. “Vamos continuar mantendo esse expediente, pois isso é uma orientação que vem da Fifa e da CBF”, concluiu.
(Diário do Pará)
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