Logo ao ler a matéria do Diário Online sobre o veto da arbitragem solicitado pelo Paysandu à Federação Paraense de Futebol (FPF) em jogos do clube pelo Campeonato Paraense 2014, o assistente de arbitragem Márcio Gleidson Correia Dias, enviou ao DOL a cópia dos documentos que informam à FPF e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o vínculo familiar que possui com o dirigente responsável pelo executivo de futebol do Clube do Remo, Emerson Dias.
ENTENDA O CASO
A diretoria do Paysandu enviou na manhã da última segunda-feira (20), um documento ao Conselho de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF), solicitando o veto do trabalho de dois profissionais em jogos do Paysandu no Campeonato Paraense. Márcio Gleidson Correia Dias e a assistente Greiciane Botelho Dias, têm vínculos pessoais com o diretor executivo de futebol do rival, Clube do Remo, Emerson Dias. Márcio é irmão do dirigente remista e Greiciane é esposa. Logo, como medida de precaução, o clube alviceleste tomou a medida para evitar que os dois profissionais da arbitragem pudessem ser escalados pela entidade máxima do futebol paraense para atuarem em jogos do clube.
Márcio não condena a atitude da diretoria do Paysandu, porém dá explicações sobre as medidas que tomou em informar as entidades responsáveis pelo futebol sobre a sua situação. "Tenho 14 anos de arbitragem e sei da minha responsabilidade. Neste caso, logo que o meu irmão (Emerson Dias) me informou que iria trabalhar no Remo, emiti a documentação à FPF e à CBF informando que não me escalassem em jogos do Remo e o mesmo foi feito em relação a esposa do Emerson, a assistente Greiciane Botelho Dias", afirmou Márcio.

Em destaque, a cópia do documento enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informando o vínculo familiar com o dirigente azulino e solicitando a não escalação do assistente em jogos do Remo.
O assistente de arbitragem faz questão de ressaltar os critérios que gostaria que fossem levados em conta no ato de escalar os profissionais de arbitragem no estado. "Não condeno o Paysandu, mas gostaria que fosse levado em conta o meu currículo. Possuo a melhor colocação no ranking do Pará e segundo na região Norte. Tenho requisitos suficientes para ser aspirante Fifa. No mais, nunca tive problemas em jogos do Paysandu e até fui o bandeirinha na final do Parazão do ano passado, e na oportunidade o clube foi campeão estadual", ressaltou.
(Ronald Sales/DOL)
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