O meia Héverton, um dos novos contratados do Paysandu, poderá aparecer neste domingo como a principal novidade no time bicolor para o clássico Re-Pa, pela quinta rodada do Parazão 2014. Embora ainda não esteja no melhor de seu condicionamento físico, o armador (ex-Portuguesa-SP, centro da polêmica briga jurídica Brasileirão), já teria se colocado à disposição do técnico Mazola Júnior para enfrentar o arquirrival em pelo menos durante uma parte da disputa.
Enquanto Héverton poderá fazer a sua estreia com a camisa bicolor, o volante Augusto Recife, que chegou à Curuzu no mesmo dia do meia, descartou sua escalação, alegando que prefere apurar condicionamento físico e o entrosamento com os companheiros.
A definição sobre a convocação ou não de Héverton para o clássico deve ser definida hoje pelo treinador bicolor, após o treino apronto do time, no Mangueirão, local da partida.
O jogador admite que ainda não reúne condições de atuar os 90 minutos, já que esteve por algum tempo parado antes de chegar a Curuzu. “O condicionamento ainda não é de 100%, mas acredito que posso dar uma parcela de ajuda à equipe na partida”, declarou. Indagado sobre as suas condições físicas, Héverton afirmou estar 70% preparado fisicamente.
O apoiador tem contra si o fato de ainda não ter feito um só treino de conjunto com os demais companheiros, o que pode acontecer no treino desta sexta-feira. A estreia de Héverton, assim como de Augusto Recife, é aguardada com grande expectativa pelos torcedores do Papão.
Os jogadores são considerados, junto com Lima, os principais investimentos do clube para a temporada. O atacante já deu sua resposta em campo, sendo o principal artilheiro do Campeonato Paraense, com três gols, embora tenha passado em branco em sua última apresentação com a camisa bicolor.
Último treino será no Mangueirão
Depois da derrota para o Cametá, ontem à tarde, o elenco do Paysandu voltou aos treinos, na Curuzu, agora, focado no Re-Pa deste domingo, no Mangueirão. Os bicolores não abrem mão de conseguir a reabilitação no Campeonato Paraense justamente em cima do arquirrival, o Remo. O técnico Mazola Júnior nada adiantou sobre o time que deverá mandar a campo.
Mas, pelo que afirmou o treinador, após o tropeço em casa, existe a possibilidade de ele voltar a utilizar o sistema 3-5-2, com o volante Vanderson se revezando na tarefa de volante e zagueiro, dependendo das circunstâncias da partida.
Para o comandante alviceleste, o insucesso do time na última quarta-feira (21) não pode ser creditado ao fato de o Papão ter trocado de sistema de jogo, saindo do 4-4-2 tradicional para o 3-5-2. “O Paysandu fez vários jogos neste sistema no ano passado. Não estou inventando nada. O Vanderson já atuou dessa maneira diversas vezes. O Pikachu e o Airton precisam ter liberdade para ir ao ataque”, explicou.
A definição da equipe, porém, só deverá ocorrer hoje, quando o treinador ministrará, pela manhã, no Mangueirão, o último treino antes do jogo.
Embora Mazola não tenha visto deficiências em sua equipe, contra o Mapará, o torcedor que foi a Curuzu anteontem deixou o estádio temendo pelo pior no clássico. A inquietação do torcedor não deixa de ter sentido, já que o Papão foi ineficiente em todos os setores, da defesa ao ataque, que abusou em perder gols. Com apenas um armador no meio-campo, no caso, Djalma, o Papão praticamente cedeu o setor ao adversário.
A defesa teve como principal erro o mau posicionamento, sobretudo de seus zagueiros, que pareciam atrapalhados com a presença de Vanderson. Mas, Mazola procurou amenizar a fraca atuação de sua equipe, ressaltando o grande número de chances criadas no ataque. “Foi a melhor partida das quatro que fizemos até agora”, opinou.
Derrota mostrou pontos fracos e fortes do time
A derrota por 1 a 0 para o Cametá, de acordo com o volante Zé Antônio, deixou alguns ensinamentos ao time do Paysandu, que desde ontem, se prepara para encarar o maior rival. “Temos de tirar lições daquela partida. A principal delas é que não podemos mais voltar a ter desatenção, como ocorreu no jogo passado”, comentou.
“Acho que o jogo com o Cametá pode servir de exemplo pra gente. Nosso time teve tudo para conseguir a vitória e acabou deixando o campo sem os três pontos”, salientou o meio-campista. Que também elogiou a sua equipe. “Não cometemos apenas erros. Como positivo ficou o fato de o time ter criado bastante. Acho que podemos tirar proveito dos dois fatores, o negativo e o positivo, para o Re-Pa”, observou. Na avaliação do volante, as falhas cometidas pelo time não se restringiram apenas à defesa, que sofreu o gol, mesmo tendo sido alertada sobre a jogada mortífera do adversário, e ao ataque, que pecou por diversas vezes no arremate final para a rede. “O time todo não teve competência. É aquele negócio, quando o time ganha, ganha todo mundo, quando perde também perde todo mundo”, discursou.
O volante destacou as primeiras atuações do atacante Lima no Paraense. “Ele vinha fazendo gols, mas contra o Cametá, todo mundo viu que o goleiro deles estava realmente numa noite de muita inspiração. Acho que a gente poderia estar jogando até agora e a bola não teria entrado”, disse. “Acho que o jogo de quarta-feira (21) foi um jogo atípico, onde o melhor em campo não foi o time premiado com a vitória”, apontou.
(Diário do Pará)
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