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ESPORTE PARÁ

Vitória do Paysandu foi na base da superação

A máxima de que em clássico não há favorito voltou a se confirmar, ontem à tarde, no Mangueirão. Desacreditado, pelo pouco tempo de preparação e, principalmente, pelos últimos resultados do time no Campeonato Paraense, o Paysandu, na base da superação, de

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A máxima de que em clássico não há favorito voltou a se confirmar, ontem à tarde, no Mangueirão. Desacreditado, pelo pouco tempo de preparação e, principalmente, pelos últimos resultados do time no Campeonato Paraense, o Paysandu, na base da superação, derrotou o maior rival, o Remo, por 2 a 1, e, com o resultado, desbancou o Leão da liderança da Taça Cidade de Belém, o primeiro turno da competição. As equipes têm, cada uma, 10 pontos, mas o Papão leva vantagem no número de gols marcados 9 a 8.

A vitória bicolor foi construída no primeiro tempo do Re-Pa, quando o time marcou seus gols por intermédio de Héverton e Lima. O clássico começou com as equipes apenas se estudando. Cautelosos, Leão e Papão pouco se arriscavam a ir ao ataque. O que mais chamou a atenção nos primeiros minutos foi o rigor do árbitro, que, com 7 minutos, já havia mostrado dois cartões amarelo.

O Papão tinha dificuldade na armação das jogadas a partir do meio-campo em função de ter apenas um meia (Héverton). O Leão articulava melhor as jogadas, chegando com frequência ao ataque, mas pecando no arremate final. Ofensivamente o Re-Pa era ruim, sem grandes emoções. Até que o zagueiro Rogélio, ao tentar se antecipar a Héverton, mandou a bola para a própria rede, abrindo o placar em favor do Papão.

O gol desarrumou o Remo e, ao mesmo tempo, deu mais confiança ao até então desacreditado Paysandu. Logo depois de inaugurar o placar, o Papão chegou por duas vezes com perigo ao gol azulino. Ofensivamente, o Leão não existia. Os bicolores exploravam bem os avanços pelas laterais, principalmente com Djalma pelo corredor direito. E foi assim que o time chegou ao segundo gol. Héliton serviu a Lima, que, livre, teve calma para finalizar para a rede.

O Remo voltou acordado para o segundo tempo. Nem bem a bola rolou e o Leão diminuiu a desvantagem por intermédio de Zé Soares, que entrara no posto de Athos. O gol deu mais vida ao Leão, que a essa altura dominava o meio-campo, pressionando a defesa adversária. O gol que sofreu foi uma ducha de água fria na fervura bicolor.

O meio-campo azulino dominava o setor, com Potiguar sendo a referência da equipe na armação das jogadas. Mas, lá na frente, o ataque não conseguia furar a bem fechada defesa bicolor. Quando encontrava o caminho do gol, o Leão se deparava com o goleiro Matheus. Foram muitas as tentativas azulinas, todas elas sem sucesso para a felicidade da torcida adversária.

(Diário do Pará)

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