Depois de ter faltado ao treino do último sábado e se negado a participar do Re-Pa, alegando que um grupo de investidores pagaria, no final de semana, a multa rescisória de R$ 8 milhões para ele deixar a Curuzu, o lateral-direito Yago Pikachu, meio acabrunhado, voltou a treinar, ontem à tarde, no estádio bicolor. O jogador pediu a assessoria do Papão para não conceder entrevista à imprensa. Ele conversou por alguns minutos com o técnico Mazola Júnior, que também não se manifestou sobre a utilização ou não do defensor na partida de amanhã, em Tucuruí, diante do Independente.
Hoje, o atleta deve se reunir com o presidente Vandick Lima e outros dirigentes do Papão, além de Mazola. Mas Vandick, assim como o treinador, já deixaram claro que não abrem mão de ter o jogador no elenco para a sequência do Campeonato Paraense. “Não digo que as portas do Paysandu estão abertas para o Pikachu porque elas nunca estiveram fechadas”, declarou Vandick, ao ser questionado, no domingo (26), sobre o caso do lateral. O dirigente afirmou que o jogador, ao faltar ao treino da véspera do Re-Pa e se negado a entrar em campo, só teve prejuízos.
“O único prejudicado nessa história toda, infelizmente, foi o próprio jogador”, comentou Vandick. “Acho que ele foi muito mal orientado e acabou se prejudicando”, afirmou o presidente. Na sua volta aos treinos, Pikachu recebeu a solidariedade dos companheiros, que festejaram a presença do jogador na Curuzu. Aliás, que após o Re-Pa, o meia Djalma, que substituiu o lateral no clássico, já havia se manifestado sobre o caso. “Se tivesse feito gol no jogo, teria dedicado ao Pikachu. Sei que não é ele que está fazendo essas coisas”, disse.
Caso a diretoria resolva anistiar o jogador, o que deve acontecer, Pikachu deve voltar a defender o Papão diante do Galo. Mas de uma coisa o lateral não deve escapar: a multa em seus salários por ter deixado de treinar no sábado (25) e se negado a defender o time no clássico contra o maior rival. Foi o que garantiu o diretor de futebol Roger Aguilera.
(Diário do Pará)
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