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ESPORTE PARÁ

Remo encara o Gavião com alterações

A vida segue e no futebol não é diferente. Depois de uma derrota contra o maior rival, o Clube do Remo volta a campo às 20h30 desta quarta-feira, no Mangueirão, contra o Gavião Kykatejê, pela sexta e penúltima rodada do primeiro turno do Estadual. Para os

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A vida segue e no futebol não é diferente. Depois de uma derrota contra o maior rival, o Clube do Remo volta a campo às 20h30 desta quarta-feira, no Mangueirão, contra o Gavião Kykatejê, pela sexta e penúltima rodada do primeiro turno do Estadual. Para os azulinos, a partida tem um sabor de recomeço em busca da liderança, enquanto a equipe indígena luta para emplacar a primeira vitória no Parazão.
O final de semana ainda ecoa nos pensamentos da turma azulina, mas o sentimento é passado. Parece que o grupo, sobretudo o técnico Charles Guerreiro, tirou proveito de algumas falhas apresentadas nos últimos jogos, principalmente no que diz respeito à atuação da defesa. A prova disso, é que pelo menos três mudanças devem acontecer na formação principal.

Sai o zagueiro Rogélio, o lateral-direito Diogo Silva e o meia Athos. Carlinhos Rech, Dadá e Levy, sendo os últimos estreando, entram na onzena. Taticamente a equipe ganha força na marcação e libera um armador para jogar livre com os atacantes. É um ensaio, dentro tantos, do novo Leão Azul que ainda luta para se encontrar.

As dúvidas dó não pareciam ser maiores do que as do técnico Vitor Jaime. No comando do Gavião, não só a escolha por quem entra no time, mas como fazer para tirar três pontos na casa do adversário. E tentando responder essa dúvida, é que o nome de três jogadores viraram dúvidas: Aru, Gaguinho e Peri disputavam a vaga no ataque do time, que deve ficar com o último. Na defesa a novidade é o lateral-direito Gleissinho, já regularizado no BID. Sem tantas opções, Vitor Jaime conta com a aplicação de seus atletas para sair da incômoda, porém honrosa, sexta colocação, com 4 pontos.

Treinador comenta a ida de Athos para o banco

Questionado sobre a situação do meia Athos, que, após uma conversa com a diretoria do clube, optou por ficar na reserva ao jogar em uma função que não era de sua característica, o técnico Charles Guerreiro creditou a baixa atuação do armador à falta de adaptação no elenco. Charles reconheceu as qualidades como atleta da Chapecoense, mas preferiu usá-lo como meia mais preso na marcação.

“Falta a adaptação. Eu vi os jogos dele na Chapecoense. Quando o Athos foi contratado eu conversei com o Bruno Rangel e ele me falou que se tratava de um jogador diferenciado, de qualidade. No nosso esquema ele estava fazendo uma função para ajudar a marcação, mesmo sendo mais cadenciado, e não como jogou livre no antigo clube”, admite. A ida para a reserva foi uma escolha do próprio atleta, que agora disputará com Eduardo Ramos a vaga de armador central.

“O Bruno Rangel fez mais de 30 gols e praticamente 15 saíram dos pés dele. Nós vamos aos poucos adaptando-o, sabendo o momento que ele poderá entrar e mostrar a qualidade que tem”, garante, ao mesmo tempo em que parece insistir em usá-lo fora da função que o consagrou nas Séries C e B do Campeonato Brasileiro. “É posicionamento e adaptação. A gente sabe que ele é um jogador mais cadenciado, e sabendo que o futebol paraense é mais velocidade, é preciso arranjar um espaço para ele entrar no time depois”, encerra.

(Diário do Pará)

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