Em um jogo com chuvas de cartões amarelos e de classificação, o Clube do Remo conseguiu enfim encantar o Fenômeno Azul na noite desta quarta-feira (29), no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. Foram 11 amarelos, seis para o Gavião e cinco para o Leão. A partida era válida pela sexta rodada do Campeonato Paraense 2014.
O Remo foi protagonista da primeira goleada da competição e conseguiu se classificar para a semi-final do Parazão com uma rodada de antecedência. Já o Gavião, não teve muita sorte neste jogo, além de tomar quatro e não conseguir marcar, o time indígena ainda contou com o empate de Paragominas e São Francisco, deixando cada vez mais o Gavião amargando a sétima posição da tabela.
O jogo foi iniciado debaixo de chuva, mas mesmo assim o Fenômeno Azul esteve presente. Mais de oito mil torcedores viram o Remo golear o Gavião Kyiketejê de 4 x 0. Na etapa inicial da partida, o Leão não conseguiu desenvolver uma boa jogada. Diego Maciel, Bené e Paulinho prendiam a bola atrás e criaram muitos problemas para o time azulino. Mas no meio do primeiro tempo, aos 22 minutos, em uma cobrança de falta espetacular, André consegue acertar o ângulo esquerdo do gol de Douglas, abrindo o placar.
Com a entrada de Zé Soares no Remo, aos 29 do primeiro tempo, o time tomou mais velocidade. A mudança na equipe aconteceu na volta do segundo tempo, com a entrada de Val Barreto. Já aos dois minutos da etapa final, o zagueiro Carlinhos Rech recebeu de Eduardo Ramos e marcou de cabeça.
E o destaque da partida pode ter sido o Camisa 33, o meia foi quem presenteou o atacante Val Barreto nos dois outros gols. O jogador teve a cabeça abençoada na partida. O primeiro gol de Val Barreto saiu dos pés de Levy, que recebeu um cruzamento perfeito de Eduardo Ramos e só fez servir o atacante, aos oito minutos do primeiro tempo. Já o segundo gol veio direto do pé do Camisa 33, aos 17 minutos, quando o Eduardo cobra falta certeira na cabeça de Val Barreto, fechando o placar.
Val Barreto teve seu nome ecoando no Mangueirão e foi aplaudido pela torcida. “Acho que a torcida é um combustível a mais. Tenho trabalhado forte, e deixo as pessoas falando que eu estou gordo, que eu estou jogando mal, mas sei que estou trabalhando forte. Quando chegamos ao estádio e a torcida nos acolhe assim, isso dá um combustível”, disse o atacante. Para o Gavião restou lamentar. “Não jogamos, só olhamos o Clube do Remo jogar”, finalizou Edinaldo.
(Bruna Dias/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar