O presidente do Paysandu, Vandick Lima, quebrou o silêncio, ontem, após a derrota frente ao Independente para falar, segundo ele, pela última vez sobre o polêmico caso do lateral-direito Yago Pikachu, cujo direito econômico teria sido adquirido por investidores da região Sudeste, por R$ 700 mil, em 2012, último ano de gestão do ex-presidente Luiz Omar Pinheiro.
De acordo com o dirigente, o Papão vai brigar na justiça para manter Pikachu na Curuzu até dezembro de 2015, quando expira o vínculo do lateral com o clube. A reação é uma resposta aos empresários, que ameaçam cobrar, na justiça, R$ 8 milhões de indenização do Papão, valor referente a multa da rescisão do contrato do atleta com o clube.
Na última quinta-feira (30), o representante dos investidores, Luis Henrique Oliveira, em entrevista a uma rádio local, acusou o Paysandu de praticar estelionato ao deixar de cumprir com o acordo da compra dos direitos de Pikachu e não ter repassado ao atleta os 30% que ele tinha direito. A acusação foi rebatida por Vandick, que chegou a afirmar que a venda feita pelo ex-presidente bicolor não tem nenhum valor jurídico. “O documento de venda sequer tem papel timbrado do Paysandu. Foi feito em papel ofício, de forma amadora”, apontou.
Segundo Vandick, o departamento jurídico do Paysandu já foi acionado para tratar do caso. Além da falta de documentação oficial do clube, Vandick afirmou que o negócio não teve o aval do próprio jogador. “O Pikachu não concordou com a venda e todo mundo sabe que em situação como essa, o atleta precisa aceitar a venda”, afirmou. O presidente prometeu engrossar a voz com o grupo de investidores. “O Paysandu cansou de ser bonzinho e ficar esperando. Agora vamos partir para a ofensiva”, anunciou.
Na opinião de Vandick, o caso está comprometendo o desempenho do jogador em campo. “Ficam botando coisas na cabeça de um rapaz de 21 anos e acabam prejudicando o rendimento dele, que acredita em falsas promessas”, acusou.
O dirigente prometeu proibir a entrada dos investidores e seu representante no estádio e sede do clube. “Não tem mais papo. Estou falando desse caso pela última vez só para dar uma satisfação ao torcedor”, avisou.
(Diário do Pará)
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