O Paragominas está virando um verdadeiro carma na vida dos remistas. Mais uma vez, num final de semana totalmente adverso, o Clube do Remo perdeu para o Jacaré por 1 a 0. Pior ainda ficou a situação com os outros resultados. A goleada do maior rival por 6 a 0 sobre o São Francisco tirou a liderança dos azulinos, que caíram à segunda posição e agora o colocam diante do Cametá nas semifinais, que começam na próxima quarta-feira.
Muito distante do futebol apresentado nos últimos jogos, o Leão da capital pareceu entrar em campo disposto a preocupar seus torcedores. Com uma formação diferente e cerca de sete alterações em relação ao time principal, Logo aos dois minutos da etapa inicial, o volante Dadá, ao sair com a bola, foi desarmado por Diogo Carioca, que lançou o atacante Aleílson, ai ficou fácil. Na saída do goleiro Fabiano, o artilheiro abriu o placar, 1 a 0.
O gol precoce deixou os azulinos atordoados em campo. Nada funcionava, na defesa e principalmente no meio-campo. O armador Athos, que chegou a protestar contra a posição de apoiador de Eduardo Ramos, nada acrescentou. Aos 27, o meia cruzou bola na grande área e o zagueiro Carlinho Rech quase marca, mas o arqueiro Paulo Wanzeler jogou para escanteio. Poucas jogadas e um futebol apático deram o tom aos remistas no primeiro tempo.
Na segunda etapa, o técnico Charles Guerreiro tirou Athos e colocou o zagueiro Henrique, reforçando a zaga que havia perdido Rech por expulsão. Antes, o treinador já substituíra o volante Bruno Arrabal, totalmente deslocado em campo. Com Ratinho, o time foi para cima, houve uma pressão pelo gol do empate, que quase sai na cabeceada de Val Barreto, mas aos 50 minutos a derrota foi selada.
Charles agora é questionado e seu cargo continua ameaçado
O final de semana para o Clube do Remo não foi nada animador. Desde a derrota em Paragominas, passando pela goleada do maior rival, que festejava o centenário com uma vibrante goleada de 6 a 0 sobre o São Francisco, os azulinos viram a liderança da tabela escapar sem a mínima chance de defesa. De líder, o Leão Azul classificou-se como segundo colocado e agora enfrenta o Cametá.
Ainda na Arena Verde, a apatia em campo refletiu diretamente quando o árbitro Wasley do Couto decretou o final do jogo. O presidente e seus diretores pareciam desconfiados do que acontecera ali, e imediatamente foi cogitada a demissão do técnico Charles Guerreiro, que acabara de dar uma entrevista dizendo estar tranquilo. Logo após, o presidente Zeca Pirão foi até ele para uma conversa.
O repórter de uma emissora de rádio, em campo, chegou a transmitir ao vivo o que seria a demissão do técnico, mas em seguida, depois dos ânimos se acalmarem, veio a notícia. “O Charles Guerreiro continua no comando do Clube do Remo. Não podemos tirá-lo nesse momento, ele segue com prestígio, só foi conversado que precisaria mudar algumas coisas em relação ao time e a nossa programação, mas está tudo bem”, abafou o gerente executivo Emerson Dias.
Os panos quentes, no entanto, não escondem a situação temerosa pela qual passa o treinador. Desde a derrota para o maior rival, a situação de Charles tem sido questionada, enquanto ele segue trabalhando normalmente com a equipe e confiante na classificação, agora disputada contra o Cametá, campeão paraense em 2012 em cima do próprio Remo.
PFC vai com tudo para a semifinal
A vitória sobre o Clube do Remo deu ao PFC a vaga nas semifinais do Parazão, e o colocou diante do líder Paysandu, na próxima quinta-feira (6). Para os jogadores, o resultado foi justo e coroou um trabalho sério, que vem sendo conduzido de forma humilde pelo técnico Cacaio, inteligente ao postar a equipe justamente onde o Remo poderia oferecer maior resistência.
Para o atacante Aleílson, autor do gol da vitória e que desfalca a equipe na primeira partida da próxima quinta-feira, o resultado foi merecido, mas não configura o “terror” dos azulinos, como a torcida local bradava nas arquibancadas da Arena do Município Verde. “É o nosso trabalho. A torcida está nos apoiando então o time trabalha. Essa energia passa para nós e as vitórias acontecem. Agora precisamos novamente desse apoio para enfrentar o Paysandu”, define.
A estratégia do técnico Cacaio consistiu em avançar o time, para sufocar a saída de bola remista, reforçada com três volantes e um armador. O aperto deu ao time maior resistência de ataque, filtrando as bolas roubadas e contra-ataques todas para a dupla de ataque, Rafael Tanque e Aleílson.
“Foi um jogo de superação. A gente sabia que as dificuldades iriam aparecer, mas sabíamos também que a chance de gol existia”.
(Diário do Pará)
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