Depois da merecida vitória sobre o Cametá, em pleno estádio Parque do Bacurau, por 2 a 0, o Clube do Remo retornou a Belém com a tranquilidade necessária para projetar a classificação à final, num Mangueirão provavelmente lotado pelo Fenômeno Azul. Antes, porém, os atletas receberam a merecida folga e só retornam aos trabalhos na manhã deste sábado, para um treino recreativo no campo do Ceju.
Os únicos a exerceram alguma atividade foram os jogadores que não atuaram. Eles se deslocaram até a sede social para um trabalho no gramado sintético do local, sob o comando do preparador físico Nicolau Barros. Já no Baenão, somente funcionários e alguns membros da imprensa no aguardo da possível visita de Agnaldo, que estava na eminência de acertar a contratação pelo Remo.
Para a decisão deste domingo, o Leão tende a manter a mesma formação, mas com a possibilidade de alteração por conta dos cartões amarelos. O atacante Thiago Potiguar, que na quinta atuou no meio-campo, está com dois cartões, abrindo possibilidade para a entrada imediata de Ratinho, autor do segundo gol contra o Cametá, após um belo drible em cima de Leandrinho.
“Foi um gol que esperava que fosse de direita, mas como o Leandrinho fechou, eu tive que puxar para a esquerda e soltar o míssil no gol, e o goleiro não conseguiu defender. O meu astral tem que estar levantado sempre. Deus ajuda quem trabalha bem. Eu, graças a ele, me encontro numa fase muito otimista por tudo o que venho produzindo no Clube do Remo e isso é um fruto desse empenho, sempre com muita humildade e os pés no chão”, comemora o atacante. Após o treino matinal, a delegação já parte para a concentração, onde permanece até horas antes da partida.
Atenção total na correria adversária
Embora tenha conquistado uma vantagem confortável para decidir a vaga para a final, dentro de casa, os jogadores do Remo não esquecem da dificuldade que foi para conseguir desbancar o Mapará dentro de seu próprio estádio. Taticamente, o adversário impôs ao Leão Azul muitas dificuldades, sobretudo na segunda etapa, onde teve chances claras de diminuir o placar ou até mesmo empatar.
“Eu tentei chegar e afastar a bola, na pequena área, com um chutão, mas graças a Deus o Jhonnatan apareceu e tirou a bola praticamente de dentro do gol”, lembra o zagueiro Max, que admite ter no Cametá um grande empecilho para chegar na final. “Eles já provaram que dão muito trabalho. Jogamos contra na primeira fase e agora no primeiro jogo da semifinal. Mas nos ajudamos muito em campo, taticamente fomos bem aplicados e vamos procurar fazer a mesma coisa no jogo de volta”, assegura o zagueiro.
Outro jogador de defesa, o volante Dadá, foi um pouco além e disse que o Remo só conseguiu a vitória graças a uma tática até então não acertada, que foi a marcação coletiva. Desde a defesa, passando pelas laterais, meio e ataque, todos foram designado a auxiliar na marcação quando o Cametá subia em contragolpe.
“Nós tentamos de tudo e conseguimos encaixar essa maneira de marcação. Foi assim que nós saímos de lá com a vitória. O time deles corre do começo ao fim e será assim neste domingo. A gente sabe que o time precisa estar antenado quanto à velocidade deles. Se bobearmos, eles não vão desperdiçar”.
(Diário do Pará)
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