Com um confronto a menos que Charles Guerreiro, Sinomar Naves foi o técnico que mais atuou em jogos do Re x Pa. Em 12 anos, foram nove clássicos, atuando nas duas equipes. Natural de Corumbaíba, em Goiás, foi no Pará que Sinomar escreveu seu nome como treinador.
Além dos clássicos, o comandante ainda fez história como campeão com os times do interior do Estado. Sinomar ecolheu o Pará para construir a sua família e sua vida. E, atualmente, o seu filho, Sinomar Júnior, ajuda o treinador no Santa Cruz do Cuiarana. Sinomar define com uma palavra os: emoção. “Ver o Mangueirão lotado e participar dessa uma festa do futebol é marcante, fica pra sempre na memória. Não apenas pelas vitórias, mas também pelas participações em si”, contou o técnico.
Questionado pelo time que torce, Sinomar confessa. “É indiferente. Sinto um prazer muito grande em ter trabalhado em equipes como Paysandu e Remo. É muito bom para o currículo do profissional, mas também pela experiência que você adquire. Eu sempre tenho conversado com as pessoas sobre o Re x Pa e afirmo: quem trabalha com esses jogos é capaz de atuar à frente de qualquer time do país”.
O clássico da Amazônia começa a movimentar uma semana antes a cidade, a pressão de um pré Re x Pa é infinitamente maior de que jogos com outras equipes. “Esse clássico é um campeonato a parte, é um campeonato particular dentro do paraense. A rivalidade é muito forte, isso mexe com o psicológico dos profissionais. Todo mundo que está envolvido dica influenciado. A logística de um Re x Pa mexe com todos que trabalham diretamente e indiretamente. A cidade e o Estado param”, disse.

Mario Quadros/Diário do Pará
(Bruna Dias/DOL)
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