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ESPORTE PARÁ

Papão estreia na Copa Verde com seis reservas

O Paysandu dá um tempo ao Campeonato Paraense, no qual é finalista do turno, contra o Clube do Remo, e faz, hoje, sua estreia na Copa Verde, competição que reúne equipes das regiões Norte e Centro-Oeste. O primeiro adversário é o Náutico-RR. A partida de

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O Paysandu dá um tempo ao Campeonato Paraense, no qual é finalista do turno, contra o Clube do Remo, e faz, hoje, sua estreia na Copa Verde, competição que reúne equipes das regiões Norte e Centro-Oeste. O primeiro adversário é o Náutico-RR. A partida de ida acontece às 21h (horário de Belém), no estádio Raimundo Ribeiro, em Boa Vista. O jogo de volta está marcado para o dia 19, no Mangueirão. As equipes integram o Grupo A da competição, com outros nove clubes de onze Estados da federação. O regulamento prevê ao campeão da Copa Verde inclusão na Copa Sul-Americana de 2015.

O torneio será disputado em sistema de mata-mata, com jogos de ida e volta. Serão 30 partidas no total, divididas em oito rodadas. Alguns jogos serão mostrados por um canal fechado de televisão, que banca os custos de viagem e hospedagem da equipes. A disputa tem a supervisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), encarregada de confeccionar a tabela de jogos. A ordem de jogos sofreu alteração, já que o Papão estrearia contra o Princesa de Solimões-AM, que passou a ser adversário do Santos-AP.

Seis titulares foram poupados pelo técnico Mazola Júnior. Não estarão em campo o goleiro Matheus, o lateral-esquerdo Airton, o volante Augusto Recife, os meias Djalma e Heverton e o atacante Lima. Destes, Heverton é o único que não tem condições de jogo por cumprir suspensão da época em que atuava pela Portuguesa-SP. Com a ausência dos titulares, o treinador usa jogadores que não vinham sendo aproveitados na equipe.

Os reservas querem aproveitar a chance para tentar se firmar como titulares com vistas aos dois clássicos contra o Remo, que apontarão o campeão da Taça Cidade de Belém, o primeiro turno do Campeonato Paraense. “Quero aproveitar a chance de voltar ao time para tentar me firmar novamente no grupo”, disse o meia Lineker, que chegou a ser titular no primeiros jogos da equipe no Estadual, mas perdeu espaço entre os titulares.

Mazola quer recuperar titulares

O técnico Mazola Júnior justificou a ausência de seis titulares para o jogo contra o Náutico. O treinador ressaltou que todos os atletas que ficaram em Belém tiveram razões variadas para não acompanhar a delegação bicolor na viagem tumultuada até Boa Vista. “O Matheus vai passar uma semana treinando. Ele precisa fazer um trabalho específico em alguns fundamentos”, explicou. “O Djalma e o Airton estavam com a ‘quilometragem’ muito alta para apenas nove jogos no campeonato. São jogadores que estão à beira de lesão”, seguiu o treinador.

Mazola salientou, ainda, que Djalma acusa problema na coluna. “O caso do Heverton é de suspensão, já o Augusto está no limite (físico) por não ter feito as três semanas de pré-temporada. O Lima já há algum tempo vem se queixando de problema nos dois adutores e isso é motivo de preocupação. Por isso, achei melhor não correr risco sem necessidade, colocando esses atletas em campo e perdê-los por um espaço de dois, três meses”.

A viagem da delegação bicolor foi bastante tumultuada em função do erro cometido pela empresa responsável pelo gerenciamento das passagens e hospedagem das equipes que disputam a Copa Verde. Os bilhetes foram tirados para o dia 10 de março e não de fevereiro. Com isso, a comitiva foi dividida em dois grupos. O primeiro, formado pelo time titular, ontem já se encontrava em Boa Vista. Já a segunda leva, no qual está Mazola e os jogadores do banco, entre outros membros, pernoitou em Manaus e somente hoje deve chegar ao destino.

Náutico-RR é um ponto de interrogação

O adversário do Paysandu na abertura da Copa Verde não passa de um desconhecido para os bicolores. Praticamente o time inteiro desconhece detalhes do primeiro obstáculo a ser superado no torneio.

O zagueiro Pablo, que fará a função de lateral-esquerdo hoje, admitiu não saber nada do time roraimense. “O professor (técnico) Mazola ficou de ver alguma coisa do Náutico e, depois, passar para a gente. A única coisa que sei do time deles é o nome”, contou o defensor, que há três jogos vem atuando como titular, após passar algumas partidas como opção no banco.

Pablo ressaltou que uma vitória sobre o Náutico, no jogo de ida, poderá pavimentar o caminho do time bicolor rumo à segunda fase da Copa Verde. “Conseguindo um bom resultado lá, podemos apenas administrar o resultado na segunda partida”, argumentou. O zagueiro não esconde que, mesmo com a estreia na competição interestadual, os jogadores do Papão estão ligados no Re-Pa do próximo domingo (16), que abre a grande final da Taça Cidade de Belém, o primeiro turno do Parazão. “É um clássico de final e não há favorito. O time deles vem para complicar a nossa vida. O Paysandu tem de buscar a vitória”, disse.

O zagueiro espera encontrar, hoje, no estádio Ribeirão, um gramado em melhores condições que os paraenses.

Adversário tem informações dos bicolores

O Náutico-RR joga no tradicional sistema 4-4-2, sem mistério. O técnico Fábio Luiz, de acordo com informações da imprensa roraimense, não é chegado a grandes invenções, exigindo de sua equipe apenas o chamado futebol feijão com arroz, mas bem temperado com resultados. Fábio até ontem aguardava pela regularização de dois de seus jogadores, o volante Thiago Francisco e o atacante Bruno. Mas, as chances de o treinador contar com a dupla eram remotas.

“Vou esperar até o último minuto por esses jogadores”, prometeu o técnico, que lamentou o fato de não ter assistido a nenhum jogo do Paysandu. “Gostaria de ter ido a Belém para assistir a um, dois jogos do nosso adversário. Mas, por questões financeiras do clube, não deu para viajar”, comentou.

O treinador, no entanto, afirmou ter colhido informações sobre o Paysandu com amigos seus em Belém. Fábio fez elogios ao adversário. “É um clube de tradição e dono de uma grande massa de torcedores”, disse.

Ele também destacou alguns dos jogadores do Papão. “São jogadores que podem fazer a diferença. É o caso do Pikachu, do Zé Antônio, por quem passam as jogadas do adversário, e o Lima, que tem feito muitos gols”, declarou. Dos três, com pelo menos um o treinador não vai ter com o que se preocupar, já que o ‘Limatador’ ficou em Belém.

(Diário do Pará)

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