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ESPORTE PARÁ

Equipe azulina só deve ser decidida hoje

Na manhã de ontem, os jogadores do Clube do Remo foram até o CT Ninho dos Cobras, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, para participar de um treino tático, de olho nos próximos dois jogos. Amanhã, em Paragominas, os remistas estreiam na Copa Verde, cont

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Na manhã de ontem, os jogadores do Clube do Remo foram até o CT Ninho dos Cobras, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, para participar de um treino tático, de olho nos próximos dois jogos. Amanhã, em Paragominas, os remistas estreiam na Copa Verde, contra os donos da casa. Já neste domingo o Leão enfrenta o Paysandu, no jogo de ida da final do primeiro turno do Campeonato Paraense. Serão duas pedreiras, onde as correções táticas vão ser essenciais para o sucesso da equipe.

Seis jogadores foram poupados do trabalho. O zagueiro Max, o lateral-esquerdo Alex Ruan, o volante Jhonnathan, o meia Eduardo Ramos e os atacantes Zé Soares e Leandrão foram para a academia, onde realizaram treino específico. Enquanto isso, o técnico Charles Guerreiro e seu auxiliar, Agnaldo de Jesus, dividiram o grupo em três equipes menores e os colocavam em campo reduzido.

Troca de passes, velocidade, finalização e defesa foram as prioridades. Isso porque tem sido difícil trabalhar no intervalo dos jogos, e com a sequência de três jogos na semana, fica praticamente impossível resolver todos os problemas do time.

Para os jogadores, o maior problema é enfrentar o número alto de jogos sem comprometer o rendimento. “O jogador precisa estar pronto para jogar essa maratona de partidas. O calendário sempre foi assim no Brasil e é algo muito difícil de mudar. Cabe a nós seguir o trabalho encaminhado pelo preparador físico e ter condição de jogo, correspondendo num nível alto à expectativa da torcida”, diz o meia Athos.

O jogador enxerga o Paragominas como um dos adversários mais difíceis do início de temporada. “É por causa dos atletas da equipe adversária. Eles provaram isso na partida desse turno. Agora, cabe a nós trabalharmos para fazer um bom jogo, conseguir a vitória, respeitando muito o nosso adversário”, completa.

Seis jogadores podem ser poupados amanhã

Embora não tenha participado do trabalho com bola, o grupo de jogadores que treinou na academia não está necessariamente vetado da partida contra o PFC, nesta quinta-feira. Assim explica o fisiologista do Clube do Remo, Erik Cavalcante, com a ressalva de que o momento é mais propenso às análises da situação física dos atletas, para somente depois ser tomada alguma decisão.

“É preciso conversar com a comissão técnica, porque existe a questão do posicionamento dos médicos. Se tiver que poupar, nós vamos poupar para tê-los 100% em partidas importantes”, analisa Erik sobre Alex Ruan, Jhonnathan, Max, Eduardo Ramos, Zé Soares e Leandrão.

Ao contrário do que se possa imaginar, o trabalho em academia, segundo o fisiologista, é mais pesado do que o realizado em gramado, pois nele não há risco de choques. “É um trabalho metabólico. Estamos tentando fazer uma ressíntese de lactato (fonte de energia que se acumula após intenso trabalho físico) para ver como anda a desidratação e tentarmos jogar oxigênio para ver como eles recuperam”, explica.

A medida é adotada devido ao pouco tempo livre, que força praticamente os atletas a só repousarem nas horas livres. “Na maioria do tempo os colocamos em descanso. O que temos feito é pinçar um ou outro e levá-lo para um trabalho específico na academia, para ter condições de preservá-lo da melhor forma. O Alex e o Jhonnathan, por exemplo, estão desde o início da temporada jogando”, encerra.

A preocupação a mais é com os gramados

O Clube do Remo tem pela frente, em quatro dias, os dois adversários que impuseram as únicas duas derrotas neste campeonato. Se não bastasse as dificuldades naturais dos jogos, os jogadores ainda precisam vencer um problema típico que ocorre todos os anos com o início do período chuvoso na Região Norte: a qualidade dos gramados.

E, curiosamente, os dois estádios mais castigados do Parazão são justamente os locais onde o Remo vai jogar. Amanhã, o desafio será na Arena Verde, em Paragominas, e no domingo volta ao Mangueirão, palco da final do primeiro turno. “É um pouco difícil definir (qual o gramado pior), mas é em cima das dificuldades que nós vamos trabalhar. Mesmo que o gramado esteja ruim, devido a época de chuva, a gente tem que se dedicar ao máximo, cada vez mais de olho no resultado”, ressalta o meia Ratinho, que pode ser titular.

Segundo ele, a situação dos estádios é de conhecimento dos atletas. “Fica ruim trabalhar a bola, mas se trata de um grupo de guerreiros e todos seguem passo a passo a situação para que possamos sair vitoriosos”. Para o meia Athos, a situação é muito diferente de quanto teve o primeiro contato com o Olímpico. “Joguei aqui pela Série A (Pelo Criciúma, contra o Paysandu), em 2004. O gramado do Mangueirão era superior a outros, como do estádio Beira-Rio”, relembra.

(Diário do Pará)

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