Foi realizada na tarde de ontem, na sede do Ministério Público do Estado, a primeira reunião para planejar o esquema de segurança do jogo de ida da final o primeiro turno do Parazão, entre Paysandu e Clube do Remo, neste domingo, no Mangueirão.
Representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Detran, Clube do Remo e Paysandu participaram do encontro. Durante a discussão, o MP listou uma série de dificuldades observadas no primeiro clássico do ano. Foram relatadas muitas incidências policiais, inclusive na área interna do estádio, com registro de assalto nas rampas que dão acesso ao público.
A promotora de justiça Joana Coutinho questionou a quantidade de guarda corpos disponibilizados pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) para a partida. Para ela, a quantidade foi pequena e não ajudou a organizar filas e conduzir os torcedores, abrindo espaço para confusões. “Conversamos com os clubes e eles ficaram responsáveis por, em conjunto, providenciarem mais guarda corpos para os jogos dessa decisão. É importante que eles atentem, pois pelo Estatuto do Torcedor, a responsabilidade legal pela segurança é do clube mandante dos jogos”, ressalta a promotora.
A mobilização dos clubes foi criticada, porque faltaram rádios para a comunicação das equipes de segurança durante o jogo. “É um questionamento recorrente nas nossas reuniões. Os clubes precisam entender que o gasto com rádios não é simplesmente uma despesa, mas um investimento na segurança e bem estar do seu torcedor”, argumenta o promotor Domingos Sávio.
O grupo deve se reunir mais uma vez amanhã, no Mangueirão, para uma vistoria.
(Diário do Pará)
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