Se existe um torcedor apaixonado pelo Clube do Remo ele se chama Artur Duarte de Oliveira. Sim, é o rei Artur! O ex-jogador e ex-treinador do Leão usa seu Facebook para demonstrar diariamente seu amor pelo clube, e em semana de Re x Pa o amor é demosntrado mais.
Além se ser ovacionado pela torcida azulina, Artur ainda opina sobre os jogos e compartilha seus momentos como torcedor. “A minha passagem pelo Remo foi muito vitoriosa, nunca foi tão certa uma escolha na minha vida como ir jogar no clube. Foi a primeira vez que saí de Rio Branco, minha cidade natal, para jogar fora e acabei caindo no clube em que ganhei tudo como jogador, e como treinador a última conquista do time foi sob meu comando”, disse o Rei.
No clássico de domingo (16), Artur vai estar na torcida pelo seu clube do coração, mas no jogo de volta, que acontece no dia 23, ele avisa que ficará ainda mais próximo do time: no meio do fenômeno azul. “Estarei bem perto, torcendo pelo Remo”, contou.
O ex-jogador não consegue lembrar em quantos Re x Pa atuou como jogador, mas não soma nenhuma derrota para o Paysandu. “Eu, como jogador, não perdi nenhum clássico, até porque fiquei apenas dois anos. Como treinador acho que disputei cinco, mas perdi apenas um”, disse.
Na opinião do ex-atleta, o clássico tem que ser encarado de uma maneira diferente. “Re x Pa é um campeonato a parte, é diferente. Como jogador era mais fácil, porque dentro de campo eu podia resolver, mas como treinador a situação complicava, porque eu estava de fora e só podia comandar e organizar os jogadores, não podia ir lá jogar”.
Até hoje é possível ver centenas de postagens de torcedores azulinos no Facebook de Artur, muitos até de agradecimento. De fato, o ex-jogador virou o Rei e xodó do fenômeno azul. “O apelido começou na minha estreia no Remo, onde nós vencemos e eu fiz dois gols, e a torcida gritava “Ê ê ê, Artur é nosso Rei”, aí ficou. Esse foi o apelido mais carinhoso que recebi e marcou a minha carreira”.

Rei Artur quando atuava como jogador no Clube do Remo - Mario Quadros/Diário do Pará
O Rei também é só elogios aos torcedores. “Não me canso de falar: o Clube do Remo foi muito especial na minha vida e a torcida mais ainda, mas quando digo que são especiais, é porque são mesmo. Para jogar um Re x Pa o jogador precisa ter raça, só isso, porque quando ele entra em campo e dá de cara com a torcida maior motivação não há. Se o atleta tá 100% não serve, tem que estar 120%. Tem que ir para cima, ir na decidida com o adversário, tem que passar por cima, sem violência é claro. Tem que disputar uma bola como se fosse um prato de comida”, opinou Artur.
“Essa torcida me ajudou muito como jogador, ela ajudava no meu rendimento em campo. E eu honrei muito bem esse manto, o mais lindo que já vesti. Eu tive a oportunidade de jogar no Paysandu e decidir não ir, essa escolha foi certíssima também. Não poderia de maneira alguma trair essa nação que me acolheu. Acho que minha postura e a escolha de só jogar no Leão contribuiu muito por todo o carinho e idolatria que os torcedores azulinos tem por mim”, disse.
(Bruna Dias/DOL)
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