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ESPORTE PARÁ

Zé Augusto fala de saudade em semana de Re x Pa

Mesmo tendo pendurado as chuteiras, o atacante Zé Augusto, o “Terçado Voador”, 39 anos, continua sendo uma espécie de xodó da torcida do Paysandu. E nem poderia ser diferente, afinal de contas, o maranhense nascido na cidade de Barra do Corda, mas que se

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Mesmo tendo pendurado as chuteiras, o atacante Zé Augusto, o “Terçado Voador”, 39 anos, continua sendo uma espécie de xodó da torcida do Paysandu. E nem poderia ser diferente, afinal de contas, o maranhense nascido na cidade de Barra do Corda, mas que se considera paraense por adoção, passou anos de sua vida profissional vestindo a camisa alviazul. O grau de paixão da Fiel com o ex-ídolo pode ser medido em todos os lugares que o ex-jogador está presente.

Na semana do clássico contra o Clube do Remo, Zé Augusto fala da importância que o confronto representou em sua carreira e do sentimento que tem pelo clube que lhe deu a grande projeção como ídolo bicolor.

"Contra o Remo, sempre procurei fazer o melhor, pois Re x Pa é um jogo diferenciado. Um campeonato à parte que ninguém quer perder. A rivalidade, as 'encarnações', são sempre coisas que mexem com a motivação de todos. Eu, como atleta, procurava me doar ao máximo em campo. Na minha família tem muito torcedor do Paysandu, então sempre pensei neles inicialmente. Queria dar alegria". Completa.

Zé Augusto foi considerado por muitos um exemplo de dedicação com a camisa bicolor em campo. (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará)

As homenagens dos torcedores nunca deixaram de acontecer. Por onde passa, arranca saudações de todas as torcidas. "Quando eu vou aos jogos do Paysandu muitos torcedores me cumprimentam e dizem sentir saudade das minhas boas atuações. Recentemente, na festa do centenário, torcedores gritaram meu nome na hora de cantar parabéns. Isso não tem dinheiro que pague. Esse reconhecimento veio através da minha história. Gostaria que o Paysandu promovesse um jogo de despedida para confraternizar com o torcedor o encerramento da minha carreira". Conta emocionado.

Zé Augusto é um homem simples que nunca escondeu a sua vontade de permanecer no clube do coração mesmo depois de sair de cena nos gramados. "Passei 17 anos no Paysandu. Não tem como dizer que não sinto falta do ambiente. Um lugar que aconteceram várias coisas boas marca na carreira e na vida pessoal de qualquer um. Se fosse por mim, eu jamais teria saído do Paysandu. Estaria em algum cargo que pudesse ajudar o clube, mas não tenho mágoas. Um dia eu vou voltar, pois tenho condições de trabalhar na comissão técnica ou na diretoria do clube que amo". Finaliza o ex-craque do Papão.

(Ronald Sales/DOL)

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