O clássico de maior tradição no futebol do Norte tem, hoje, mais um capítulo decisivo em seus 98 anos de história. Paysandu e Remo vão a campo, às 16 horas, no Mangueirão, dando início à final da Taça Cidade de Belém, o turno do Campeonato Paraense. A decisão acontece em duas partidas, com o jogo de volta marcado para o próximo domingo (23), no mesmo local, quando, finalmente, se conhecerá quem estará na decisão da competição, caso o returno tenha campeão distinto. O Leão entra na fase decisiva com a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Ao Papão resta reverter o quadro. A história do confronto entre Leão e Papão teve início no remoto ano de 1914, quando as equipes, ainda puramente amadoras, disputaram o Re-Pa, que ainda não era chamado assim, no atual estádio da Curuzu, chamado, à época, de “field”, da empresa Ferreira & Comandita. De lá pra cá já foram realizados 719 clássicos, o último deles, valendo pelo Parazão deste ano, teve a vitória do Paysandu por 2 a 1. A vantagem azulina na final da Taça CB se deve ao fato de o Leão ter encerrado as fases classificatória e semifinais com 19 pontos, quatro a mais que o segundo colocado, o Paysandu. Curiosamente, o time bicolor chegou a terminar a primeira etapa do turno na liderança, mas acabou deixando escapar a vantagem ao empatar, por duas vezes, com o Paragominas, nas semifinais. A equipe remista, por sua vez, suplantou o adversário com as duas vitórias obtidas, na penúltima fase, em jogos contra o Cametá. Para injetar mais tempero no Re-Pa, as equipes começaram a Copa Verde, competição que disputam paralelamente ao Parazão, com o pé direito. O bicolores praticamente selaram classificação à segunda fase do torneio ao golear o Náutico-RR (7 a 2), enquanto os azulinos, quebraram o tabu diante do Paragominas, aplicando 2 a 1 na equipe do interior. Ambas as equipes fazem os jogos de volta esta semana. Um triunfo no grande clássico, portanto, representa motivação a mais e casa cheia no jogo de volta do time vencedor pela disputa interestadual. |
Time bicolor deve jogar com força máxima Depois de poupar alguns titulares na estreia do time na Copa Verde, o técnico Mazola Júnior deve voltar a contar com a força máxima do Paysandu no Re-Pa de hoje, no Mangueirão. Como de costume, o treinador deixou para revelar a formação que mandará a campo somente no local do jogo. Mas, pelo que se observou nos treinos de preparação da equipe, a formação bicolor não deve apresentar surpresas. Como já se imaginava, o volante Vanderson deve mesmo retornar ao grupo titular, substituindo Zé Antônio, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Aliás, este é o único desfalque do Papão para o clássico. Como até sexta-feira não podia contar com Ricardo Capanema, um gigante no último Re-Pa, anulando as ações do meia adversário Eduardo Ramos, a dupla de volantes deve formar com Augusto Recife e Vanderson. O setor de defesa deve ter o mesmo perfil dos últimos jogos, com Matheus, um dos poupados em Boa Vista, voltando a ocupar o gol, no lugar de Paulo Rafael, Pikachu e Airton, nas laterais, e a zaga formada por Charles e João Paulo. Os meias devem ser Djalma e Bruninho, com o apoiador Héverton atuando mais adiantado ao lado do goleador Lima. Charles Guerreiro deixa time titular do Remo no ar Para o clássico deste domingo, o técnico Charles Guerreiro conta com a volta de quatro jogadores poupados na partida de quinta-feira, contra o Paragominas. O lateral-esquerdo Alex Ruan, o meia Eduardo Ramos e os atacantes Leandrão e Zé Soares. A dúvida do treinador perdurou pelos dias seguintes ao jogo da Copa Verde, deixando no ar o time titular. Como consolo, diante do tempo apertado, os jogadores fizeram apenas um treino recreativo na manhã deste sábado. O maior problema na composição tem sido saber se todos os jogadores estão em condições de jogo. “O Remo tem um elenco muito forte, então, todos os jogadores que entram e saem dão conta das funções. Agora, é preciso dar o melhor, porque a carga de jogos é pesada, são quatro jogos em onze dias, entre mata-mata e final”, detalha o zagueiro Max. O volante Dadá, por exemplo, saiu de campo na última quinta-feira e foi vetado do trabalho de sábado. A mesma situação aconteceu com Thiago Potiguar, que sentiu dores na panturrilha. Em meio a várias dúvidas, a onzena remista vai sendo formada com um ar de mistério. Na direita, Diogo Silva também é dúvida. Ainda há a disputa entre titulares e substitutos. Na esquerda, por exemplo, Alex Ruan é o titular natural, mas o bom desempenho de Rodrigo Fernandes já balança a cabeça do técnico. Ratinho, no meio-campo, pode ser a opção ao lado de Eduardo Ramos, caso o Remo não venha com três volantes, o que não é muito provável, devido as ausências de Dadá e André. |
(Diário do Pará)
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