Enquanto jogador de futebol, o sergipano Agnaldo de Jesus foi exemplar dentro e fora de campo. Fez parte da década de maior conquista do futebol azulino e deixou um legado de respeito ao Clube do Remo. Já o “Seu Boneco” é um daqueles personagens emblemáticos que hoje em dia raramente são criados no futebol moderno, que carregam consigo a marca da irreverência no esporte. A descrição em duas vias é a melhor possível para definir o profissional que vestiu a camisa dos dois maiores clubes do Pará, na década de 90, e agora retorna ao palco que um dia foi seu. “A emoção é muito grande, já que eu passei seis anos e meio vestindo a camisa do Remo e seis meses vestindo a camisa do Paysandu. Eu costumo dizer que sou uma pessoa privilegiada por ter jogado e ter sido campeão nos dois”, assegura Agnaldo. Desta vez ele entra, mas permanece à beira do gramado, na condição de auxiliar técnico de Charles Guerreiro. E mesmo há mais de 15 anos aposentado, a lembrança do último Re-Pa ainda está nítida. “Foi vestindo a camisa do maior rival. Nós ganhamos do Remo, mas é como eu disse, nesses seis anos e meio, foram seis títulos, sendo cinco consecutivos e um 100%. A minha história no Remo é muito grande, muito maior, mas também logro êxito ao rival”, reconhece ele, que encerrou a carreira em 1998, mas carrega na memória os grandes feitos da carreira. “Foram vários, mas lembro de um, em 1996, onde fui jogador e treinador ao mesmo tempo. Nesse ano eu e o Belterra assumimos o comando do time. Nesse Re-Pa nós perdíamos até os 37 do segundo tempo. Eu empatei, de cabeça; Zé Raimundo e Edil fizeram depois. Foi uma das situações que até hoje nem eu e nem os torcedores podemos esquecer”, relembra. |
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar