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Clima volta a ficar tenso entre Pikachu e Papão

Através do seu perfil no Twitter, o lateral-direito Yago Pikachu negou ter recorrido à Justiça do trabalho para deixar o Paysandu, conforme revelou a diretoria bicolor no começo da noite de ontem. Irritado, o jogador usou sua página na rede social para de

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Através do seu perfil no Twitter, o lateral-direito Yago Pikachu negou ter recorrido à Justiça do trabalho para deixar o Paysandu, conforme revelou a diretoria bicolor no começo da noite de ontem. Irritado, o jogador usou sua página na rede social para desabafar. “Eu não pedi p... nenhuma de liberação! Era só o que faltava! Procurem saber das coisas antes de falar. Eu acho graça disso tudo”, disparou.

Porém, segundo o advogado do Paysandu, Alberto Maia, o juiz encarregado de apreciar o caso indeferiu o pedido. Por telefone, Pikachu foi breve ao comentar o assunto. “Eu não estou sabendo de nada. Eu não sei de onde tiraram isso”, limitou-se. Antes de Pikachu ser localizado pela reportagem, a mãe do atleta, Suzy de Souza, já havia dado a mesma versão. “Tanto que ele treinou normalmente hoje (ontem), sem nenhum problema”, esclareceu.

Segundo ela, pode até ser que o grupo de empresários, que diz ter comprado os direito econômicos do atleta, tenha recorrido à justiça, mas sem o conhecimento de Pikachu. “Posso garantir que o meu filho não tem conhecimento de nada disso. Já recebi um monte de ligação para falar disso. O que posso garantir é que o Yago é funcionário do Paysandu, com o qual tem contrato, e vai continuar cumprindo com o que ele tem assinado com o clube”, disparou.

“Se existe esse caso na justiça, os empresários que se virem para lá. Isso já está virando uma palhaçada. Eles (empresários) dizem que compraram os direitos (econômicos) do meu filho, mas não apresentam nenhum documento. Agora, se eles realmente compraram, que façam a confusão para lá, sem prejudicar o meu filho”, desabafou a mãe.

Por outro lado, o advogado bicolor garantiu ter o documento que comprova a existência da ação impetrada na Justiça do Trabalho. “Eu acho que o Pikachu deu poderes para um advogado tomar à frente da situação, mas a ação existe e eu estou com ela em mãos. Vamos conversar com o atleta e estamos avaliando o que vamos fazer ainda, porque o jogador já demonstra vontade de sair. Mas o processo existe e o que vale para a gente é que está no nome dele”, explica Alberto Maia.

No primeiro clássico do ano, ainda pela fase classificatória da Taça Cidade de Belém, surgiu a informação de que o grupo de empresário pagaria R$ 8 milhões para ter os direitos do atleta. A notícia mexeu com Pikachu, que acabou ficando de fora do clássico, mas até hoje a diretoria bicolor espera pelo depósito do dinheiro, que, conforme declarou Vandick Lima, na época, “seria muito bem vindo ao Paysandu”.

(Diário do Pará)

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