A briga entre investidores e o Paysandu sobre a saída ou permanência do lateral-direito, Yago Pikachu teve mais um episódio estrondoso na noite desta quinta-feira (20).
A ação que foi indeferida pelo juiz Eduardo Ezon, trata-se da mesma que foi movimentada em janeiro, logo não é uma artimanha judicial para tirar o talento bicolor dos planos da Curuzu. Pelo menos por enquanto.
Indignado, o jogador de apenas 21 anos e grande destaque do clube alviceleste nas últimas temporadas, manifestou-se através da rede social, o microblog Twitter, demonstrando total insatisfação com este novo episódio do embrólio envolvendo o seu nome. Em um dos posts que fazem relação ao assunto, Pikachu se mostrou revoltado com a apuração mal feita do ocorrido. "Pelo que estou vendo por aqui estão colocando meu nome em todo lugar. Procuram saber a verdade", escreveu.

Em rede social, Pikachu disparou contra as especulações envolvendo a sua saída da Curuzu (Reprodução/Twitter)
A verdade dos fatos, é que existe uma briga judicial entre o grupo de investidores que compraram o seu passe e o Paysandu. Os advogados do grupo, pedem o desligamento do atleta junto ao clube para ganhar totais direitos de negociar a sua transferência.
O Departamento jurídico bicolor provou que o jogador tem contrato até dezembro de 2015 e que recebe em dia os seus vencimentos.
RELEMBRE O CASO
Em janeiro deste ano, o Paysandu recebeu uma notificação que solicitava a saída do jogador do clube. Um grupo de investidores se propôs a pagar os R$ 8 milhões da cláusula rescisória em caso de transferência nacional.
Por precaução judicial, Pikachu não atuou no primeiro clássico Re x Pa do Parazão 2014, válido pela quinta rodada da competição.
O documento, enviado ao Paysandu em nome de Glabson Yago Souza Lisboa, também pedia que o clube explicasse como deveria ser feito o depósito da multa, em um prazo de até 48 horas a contar a partir do recebimento da notificação.
Os direitos econômicos de Pikachu passariam para a Big Sistema de Segurança e Comércio Serviços Empresariais Ltda. e Victor Manuel Simões. Os investidores seriam os mesmos que teriam comprado o passe do atleta no final de 2012 pelo valor de R$ 700 mil, ainda na administração do ex-presidente Luiz Omar Pinheiro, fato que não foi confirmado oficialmente pelo atual mandatário, Vandick Lima. Com isso, o caso acabaria indo parar na Justiça, com o Paysandu ficando impossibilitado de usar os R$ 8 milhões.
Na ocasião, o presidente do Paysandu, Vandick Lima, afirmou que a entrada de qualquer membro do grupo de investidores estaria vetada na Curuzu.
(Ronald Sales/DOL)
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