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Pikachu pede arquivamento de processo

O lateral-direito Yago Pikachu esteve ontem pela manhã no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) para revogar as procurações que havia passado aos advogados do grupo de empresários, que alega ter comprado seus direitos federativos do Paysandu,

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O lateral-direito Yago Pikachu esteve ontem pela manhã no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) para revogar as procurações que havia passado aos advogados do grupo de empresários, que alega ter comprado seus direitos federativos do Paysandu, em 2012, quando o clube era presidido por Luiz Omar Pinheiro. O atleta solicitou ainda o arquivamento do processo, no qual os representantes dos investidores pediam seu desligamento do clube. Diante da atitude de Pikachu, segundo o advogado bicolor Alberto Maia, o grupo de empresários não tem como recorrer, deixando o lateral livre para atuar pelo clube.

Maia informou que o processo do jogador foi ajuizado na última quarta-feira (19) na justiça. Um dia depois, o juiz da 4ª Vara da Justiça do Trabalho, Eduardo Ezon Ferraz, indeferiu o pedido dos advogados, que alegavam, que o atleta não possuía os R$ 8 milhões para o pagamento da multa de rescisão contratual com o Papão. O documento informava ainda que Pikachu tinha proposta do Goiás-GO, no qual teria salário bem superior ao que lhe é pago pelo Paysandu. Maia ressaltou que o atleta não tinha conhecimento da ação impetrada pelos advogados.

O defensor bicolor, que tem comemorado vitórias à frente do departamento jurídico do clube, festejou o desfecho do caso. “O Yago é jogador do Paysandu. Ele, agora, não tem procuração de mais ninguém, a não ser do Kiko, procurador de Campinas, como sempre teve. Ele trata diretamente com o clube e já disse que quer ficar aqui”, ressaltou.

O imbróglio envolvendo o atleta, o grupo de empresários e o Paysandu vem se arrastando desde o início da temporada, quando o Goiás acenou com a proposta de R$ 700 mil para ter o atleta, por empréstimo, durante um ano. O valor oferecido pelo time esmeraldino, porém, não agradou a direção do Papão, que ficaria com, no máximo, R$ 200 mil do valor da proposta. O restante do dinheiro seria rateado entre o grupo de investidores, o procurador e o próprio atleta. Em função disso, os bicolores exigiram valor superior ao ofertado pelo clube goiano, inviabilizando a negociação, o que irritou os investidores. De acordo com o presidente Vandick Lima, o grupo de empresários não tem nenhum documento oficial da suposta negociação feita com o ex-presidente Luiz Omar Pinheiro. “É uma coisa bem amadora”, criticou Vandick.

(Diário do Pará)

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