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ESPORTE PARÁ

Título é mais importante para Remo que para Papão

Troféu que vale o título do primeiro turno do Campeonato Paraense 2014, a Taça Cidade de Belém vai para seu oitavo ano seguido de disputa com basicamente a mesma fórmula. O campeão deste domingo garante vagas na Copa do Brasil e na Copa Verde, ambas em 20

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Troféu que vale o título do primeiro turno do Campeonato Paraense 2014, a Taça Cidade de Belém vai para seu oitavo ano seguido de disputa com basicamente a mesma fórmula. O campeão deste domingo garante vagas na Copa do Brasil e na Copa Verde, ambas em 2015, além de uma vaga na decisão da Taça Açaí, caso não vença o segundo turno. Porém, a conquista da taça, hoje, pode causar impactos diferentes em Clube do Remo e Paysandu, os finalistas.

Para os bicolores, o título seria um começo bastante festivo no ano do centenário do clube. Embora a torcida tenha iniciado 2014 ainda magoada com o rebaixamento à Série C, os ares dos cem anos aos poucos começaram a envolver o torcedor, que começa a confiar no trabalho do técnico Mazola Júnior.

Perder a decisão do turno, por outro lado, não mudaria muita coisa nos rumos bicolores nesta temporada. O próprio presidente Vandick Lima declarou que o foco principal deste primeiro semestre é a Copa Verde, para retornar às competições internacionais, desafio que segue independente dos resultados do Parazão. A direção bicolor também se adiantou em anunciar que o clube deve realizar algumas contratações para o segundo turno e restante da Copa Verde, então a equipe deve sofrer mudanças nos próximos jogos e o time pode voltar mais forte para a disputa do returno.

Mas, para a torcida bicolor, enquanto houver um Re-Pa em disputa, não existe a opção de não vencer. “É claro que não é o principal objetivo do Paysandu, mas para se concentrar na Copa Verde precisa garantir o título estadual primeiro, além do quê é sempre bom vencer um Re-Pa”, definiu o bicolor Stiver do Carmo Almeida, de 26 anos, estudante de Serviço Social.

Na análise do torcedor, o fato de ser o centenário bicolor é um estímulo extra que o clube precisa aproveitar. “Esse ano eu gostaria que o Paysandu vencesse tudo! Chegar ao final do ano com a segunda tríplice coroa da nossa história seria a melhor maneira de coroar o centenário”, imaginou. A última vez que o clube conquistou três títulos em uma única temporada foi em 2002, com Parazão, Copa Norte e Copa dos Campeões.

Por outro lado, a conquista do título do primeiro turno pode ser fundamental para definir o futuro do Remo. A falta de calendário oficial no segundo semestre, que começou em 2009, tem tornado o ambiente azulino um verdadeiro barril de pólvora. Embora a torcida tenha abraçado ainda mais o time, conferindo médias de público a cada ano mais expressivas, as reações seguintes aos insucessos têm sido devastadoras.

No ano passado, o técnico Flávio Araújo montou um time novo, com quase 25 contratações para o Parazão, e chegou à decisão da Taça Cidade de Belém com campanha impecável e vantagem igual a de hoje. A derrota para o Paysandu fez o time entrar em parafuso, obtendo resultados ruins no segundo turno, para a desconfiança do torcedor.

Mais uma vez apostando em contratações numerosas e um elenco caro, ainda não ficou claro para o torcedor azulino que as coisas serão diferentes este ano. Um revés a essa altura colocaria a perder o trabalho desenvolvido pelo técnico Charles Guerreiro, que apesar de estar há nove meses no comando, não é uma unanimidade entre a torcida e a própria diretoria.

Em contrapartida, a conquista do título pode tornar o ambiente muito mais tranquilo no Baenão. A taça do primeiro turno colocaria uma mão dos remistas na única vaga do Pará na Série D do Campeonato Brasileiro. O Leão só seria ameaçado se alguma equipe do interior surpreendesse no returno. Assim, mais tranquilo, Charles Guerreiro poderia experimentar as alternativas do seu banco de reservas e concentrar forças nas copas Verde e do Brasil, bem como ajustar o grupo em preparação para a Série D, além de traçar planos para uma campanha de acesso com tranquilidade.

Valores à parte, quando a bola rolar no Mangueirão, ninguém vai querer sair de campo derrotado. Tampouco das arquibancadas.

(Diário do Pará)

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