A evasão de renda nos jogos de Remo e Paysandu no estádio Edgar Proença, o Mangueirão, já não é novidade. O fato pode ser constatado na consulta dos gastos que são divulgados no site da Federação Paraense de Futebol. O documento com despesas e renda é chamado de 'borderô'.
Os valores de despesas discriminados nos documentos oficiais chamam a atenção. Os altos gastos são observados nos preços de cartões de entrada; alimentação de segurança; e até nos rádios comunicadores da polícia; entre outros.
Os gastos com rádios comunicadores no clássico Re x Pa do domingo (23) foram de R$ 2.140. Outro valor muito alto é o das despesas do lanche da equipe de policiamento que trabalhou no evento: R$ 6.540.50.

As despesas com a segurança do clássico chamam a atenção pelos valores (Reprodução/Internet)
O presidente do Clube do Remo, Zeca Pirão, conta que os valores ainda são abusivos, mas medidas iniciadas no ano passado ajudaram a amenizar alguns prejuízos. "O Remo fez uma proposta para a Federação Paraense de Futebol (FPF) sugerindo que fossem revistos as despesas relacionadas nos borderôs das partidas do Clube do Remo no ano passado. A partir deste ano, o valor do lanche diminuiu, pois foram os clubes que tomaram a iniciativa de arcar com as despesas. Caso contrário, seria o mesmo absurdo de 2013. Pagaríamos o valor de até R$ 15 mil pela alimentação do policiamento. Situação que não estava compatível com a realidade. Quanto aos encargos sociais e outros impostos, a Federação Paraense de Futebol, liderada pelo coronel Nunes, ainda não abriu oportunidade para discutirmos uma revisão", afirmou o presidente azulino.
A Polícia Militar do Pará, através de sua assessoria, confirmou que o efetivo dispõe de equipamentos de comunicação para trabalhar em eventos como o clássico Remo e Paysandu, mas não soube confirmar se os rádios que aparecem no borderô são de propriedade da instituição.
A reportagem do DOL tentou contato com o presidente do Paysandu, Vandick Lima, e com o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Antônio Nunes, mas ambos não foram encontrados até o fechamento desta reportagem.
(Ronald Sales/DOL)
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