Em partida com bom nível técnico e dois dos gols mais bonitos do Campeonato Paraense, Cametá e Clube do Remo empataram em 2 a 2, na primeira rodada do returno. Pouco mais de duas mil pessoas foram ao Parque do Bacurau prestigiar o duelo, que ganha a cada encontro ares de rivalidade. Com o resultado, Mapará e Leão juntam-se ao grupo embolado no meio da tabela, com um ponto cada.
Antes de a bola rolar, os técnicos mudaram as formações das equipes, mas coube aos donos da casa ditarem as regras do jogo. O Cametá foi soberano em campo e teve, numericamente, mais chances de gol.
Foram sete só no primeiro tempo, enquanto o Remo se desencontrava. Jhonnathan não estava bem posicionado, oscilando na marcação e saída de bola. Athos veio esforçado, mas Potiguar foi o melhor no meio-campo. Foi dele, aliás, o primeiro gol da partida, aos 25 minutos, depois de passar pelo zagueiro Américo, posicionar-se na frente da área para chutar forte no canto de Alencar Baú.
O gol abriu caminho para uma reação acanhada, enquanto o Cametá chegava com Robinho, que quase empatou após um belo chute de fora da área. Aos 43, Athos ampliou, mas o assistente marcou impedimento.
Nos últimos 45 minutos, o Cametá voltou assustador e logo mostrou que poderia dar trabalho jogando em casa. Aos 7, Jaílson recebeu a bola na entrada da área e fez a proteção, esperando Robinho passar por trás para dar chute certeiro: 1 a 1. Em seguida, o mesmo Robinho fez outra bela jogada individual, driblando a marcação remista, finalizando com um arremate preciso no ângulo de Fabiano.
Até ali o jogo já valia, mas ainda faltava Le Grand Finale, que viria do lado azulino. Thiago Potiguar sofreu falta na intermediária. Diogo Silva pediu a bola. Na cobrança, a redonda alcançou o ângulo do goleiro cametaense, devolvendo o empate e encerrando com chave de ouro o grande confronto.
Athos, sobre o gol anulado: ‘É palhaçada!’
Embora o jogo tenha tido brilho suficiente com os quatro gols assinados por Cametá e Remo, mais uma vez a arbitragem foi alvo de reclamações por parte de alguns jogadores, diretores e comissão técnica. Dessa vez, o problema foi o impedimento assinado pelo assistente do árbitro Dewson Fernando Freitas, no gol que decretaria a virada remista, aos 43 minutos do primeiro tempo.
A jogada terminou com a conclusão de Athos, após receber um passe de Leandro Cearense na entrada da área. O meia veio de trás para o chute, deslocando Alencar Baú. O assistente João Paulo Loiola de Souza viu impedimento, não se sabe exatamente de quem, e desmarcou o gol, causando a indignação remista e diversas críticas. “Isso é palhaçada! Eu vim lá de trás, como é que pode ter sido impedimento? A gente trabalha a semana inteira para chegar aqui e acontecer isso?”, disparou o autor do gol.
O técnico Charles Guerreiro, apesar de ter sido diretamente prejudicado, preferiu minimizar o fato, enquanto o auxiliar técnico Agnaldo de Jesus foi ao árbitro reclamar. “O Remo venceu a partida, foi 3 a 2 e um gol legítimo desmarcado! Tanto é que fui conversar com o árbitro depois do jogo e ele disse: ‘Todo mundo erra’. Não podemos crucificar a atuação deles, porque isso pode acontecer”, entendeu Charles.
(Diário do Pará)
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