A máxima surrada de que o futebol é uma caixinha de surpresas, como apregoava o jornalista e radialista Benjamim Wright, pai do ex-árbitro José Roberto Wright, é mote adotado pelo técnico Marcos Pitter e os jogadores do Princesa do Solimões (AM).
Os amazonenses até admitem que será muito difícil reverter a vantagem do adversário, que pode perder por diferença de até quatro gols, para manter o Tubarão, como é chamado o time amazonense na sequência da Copa Verde. Mas, em Manacapuru, ninguém jogou a toalha, com o time da casa acreditando no milagre de avançar às semifinais do torneio interestadual.
Dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica do clube apelam aos torcedores para que lotem o estádio Gilberto Mestrinho, com capacidade para sete mil pessoas, a fim de empurrar o time à classificação. No que depender de motivação do grupo de jogadores, Pitter não tem do que se queixar, afinal de contas, o time deu resposta positiva em sua última partida, derrotando o Nacional Borbense-AM, por 3 a 1, depois de ter sido derrotado no primeiro confronto, por 2 a 1, garantindo classificação à final do primeiro turno do Estadual do Amazonas, contra o Fast Clube.
O grande problema é que hoje, diferente do que aconteceu na última quarta-feira (5), Pitter não dispõe de um de seus principais jogadores, o meia Michel Parintins (ex-São Raimundo, de Santarém, e Paysandu), autor, inclusive dos três gols diante do Nacional. Expulso em Belém, o apoiador ficará apenas na torcida por seus companheiros em campo.
Outro desfalque do Tubarão é o zagueiro Flávio, que também recebeu cartão vermelho no jogo de ida com os bicolores. Clemildo, na zaga, e Israel, no meio-campo, devem ser os substitutos dos suspensos.
(Diário do Pará)
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