Nesta quinta-feira (12), ocorrerá o confronto entre paraenses e gaúchos, mas um ex-jogador que criou raízes em Belém, no Pará, já teve o gostinho de jogar dos dois lados. Ubiratã Silva do Espírito Santo, o Bira, já vestiu a camisa do Remo e do Internacional-RS. O ex-atleta e, hoje, comentarista esportivo em Macapá, sua cidade natal, escreveu seu nome na história dos dois times e teve conquistas invejáveis pelas duas equipes.
Pelo Inter, Bira passou três anos e conquistou um Campeonato Brasileiro invicto em 1979, conquistando ainda o Campeão Gaúcho em 1981. Mas a história do centroavante começou alguns anos antes, quando o Clube do Remo conseguiu tirar o jogador do Paysandu e, juntos, foram tricampeões do Campeonato Paraense em 1977, 1978 e 1979. Muito mais que essa conquista, Bira conseguiu - no Leão - ser o maior artilheiro da história do Parazão. São duas marcas nunca alcançadas no Pará, com 32 gols em 79 e 28, em 78.

Divulgação/Internacional-RS
"Eu fui ídolos das duas torcidas e isso deixa qualquer um feliz. Fui de uma extremidade a outra e tive muitas conquistas. Eu sair do extremo Norte e fui para o Sul, me adaptei rápido e sair amado pelos dois clubes, artilheiro em todos os cantos e vencedor" contou emocionado.
Quando saiu do Leão, Bira precisou decidir se vestia a camisa do Flamengo ou do Internacional; por conta de negociações, acabou indo para o Inter. E quem pensa que ele se arrepende, está enganado. "Fui abençoado, cheguei e fui campeão, depois de já ter sido tricampeão paraense. No Brasileiro de 79, o Flamengo foi eliminado pelo Palmeiras e nós eliminamos o porco", contou. "Eu devo muito aos meus companheiros do Remo da época, que me ajudaram muito, Mesquita, Júlio Cesar e Marinho. Já pelo Inter, tenho muito que agradecer ao Falcão, Batista, Jair, Valdomiro e Mauro Galvão, principalmente ao Falcão, jogar com ele era covardia", acrescentou.

Reprodução/Internet
Questionado sobre para quem irá sua torcida no jogo desta quarta-feira (12) entre Remo e Inter, Bira até tenta ser imparcial e disfarçar por quem bate o seu coração, mas não consegue. "Eu quero que vença quem jogar melhor, até porque minhas duas paixões jogam hoje. Não tenho um favorito. Mas pelo Remo ser do Norte e estar mais perto de mim, vou torcer um pouco mais para ele", finalizou o ex-jogador.
(Bruna Dias/DOL)
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