Acrise azulina, provocada pela goleada por 6 a 1 sofrida diante do Internacional-RS, que culminou com a saída do Remo da Copa do Brasil logo no jogo de ida, e a queda do técnico Charles Guerreiro, está servindo de alerta para o técnico Mazola Júnior e os jogadores do Paysandu, com vistas ao Re-Pa de hoje, no Mangueirão. Para os bicolores, o baixo-astral enfrentado pelo Leão torna o adversário ainda mais perigoso para o confronto que abre uma das semifinais da Copa Verde. Desta maneira, ao contrário de tirar proveito da situação do arquirrival, os bicolores procuraram se cercar de todos os cuidados a fim de a equipe não ser surpreendida no clássico. Questionado sobre o momento adverso enfrentado pelo Leão, às vésperas do Re-Pa, Mazola ressaltou o equilíbrio entre azulinos e bicolores, independente da crise do adversário. “São equipes de nível técnico bastante semelhante. Em decisão não tem favorito. A equipe que errar menos e for mais competente será a vencedora”, analisou, dando de ombros para o barril de pólvora em que se transformou o Baenão, após a goleada sofrida frente ao Colorado dos pampas. “Trata-se de outro jogo, outra competição e outra rivalidade. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Ainda mais por se tratar de um clássico entre dois times de qualidades parecidas”, salientou. Entre os jogadores, o discurso se afina com o de Mazola. Para eles, o Papão não deve ter o adversário como morto. Muito pelo contrário, o time bicolor precisa, isto sim, encarar o Re-Pa com atenção redobrada, já que o adversário, conforme previsão dos atletas, vai fazer de tudo para tentar as pazes com sua torcida. “Clássico é clássico e a rivalidade é a mesma. Não dá para apontar este ou aquele time como favorito. A derrota que eles (remistas) sofreram foi por outra competição. O adversário vai tentar a vitória assim como a gente”, disse o meia Djalma, expondo o mesmo pensamento dos demais jogadores da equipe. |
PAYSANDU TEM 100% Confrontado o nível técnico dos adversários de Remo e Paysandu até as quartas-de-final da Copa Verde não dá para se deixar de reconhecer que o time bicolor teve pela frente equipes inferiores às que foram enfrentadas pelo maior rival. A prova maior, talvez, possa ser tirada dos resultados obtidos pelo Papão, que em quatro partidas aplicou três goleadas nos oponentes, uma delas fora de Belém - 7 a 2 no Náutico-RR. Já o Leão, após eliminar o Paragominas, em confronto local, teve de suar a camisa para arrancar dois empates e assegurar classificação às semifinais jogando contra o Nacional-AM, equipe tradição no futebol amazonense. Portanto, o Re-Pa de hoje representa uma verdadeira prova de fogo para o Papão. O time listrado precisa comprovar em campo que não chegou à penúltima fase do torneio apenas pela fragilidade de seus oponentes nas fases anteriores, mas sim por seus próprios méritos. O peso do Re-Pa, na opinião dos jogadores, pode servir para comprovar que o Papão não chegou às semifinais por acaso. “Vamos para o clássico para buscar a vitória, sabendo que termos um adversário difícil pela frente”, declarou o volante Ricardo Capanema. “Temos um grupo comprometido em levar o Paysandu ao lugar que ele merece estar”, completou. O fato de o time ter aproveitamento de 100% na CV faz com que a responsabilidade dos bicolores aumente ainda mais diante dos torcedores, que cobram a segunda vitória do time na temporada diante do maior rival. |
(Diário do Pará)
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