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Bicolor rebate críticas sobre ser alcoólatra

Álcool e futebol, uma combinação nada perfeita para um profissional que precisa trabalhar com o corpo. Em entrevista à Rádio Clube do Pará nesta segunda-feira (17), o volante Ricardo Capanema reclamou das cobranças que tem sofrido com relação a “tomar sua

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Álcool e futebol, uma combinação nada perfeita para um profissional que precisa trabalhar com o corpo. Em entrevista à Rádio Clube do Pará nesta segunda-feira (17), o volante Ricardo Capanema reclamou das cobranças que tem sofrido com relação a “tomar sua cervejinha” durante as suas folgas.

"Chegou aos meus ouvidos que tem gente que falou que eu sou alcoólatra, que não gosto de viajar. Isso não existe, eu sou funcionário do clube, sou funcionário do Paysandu. Nos jogos que eu tiver liberado quando não tiver machucado, tenho que viajar, defender as cores do time. Nunca neguei que eu bebo, na minha folga eu tomo minha cervejinha, isso é normal. Eu tomo uma cervejinha com meus amigos, com meus familiares, mas quando chega para treinar, nos meus compromissos e dia-a-dia eu estou lá, e nos jogos dou conta do recado. Quem esta falando isso não é homem pra ficar mandando mensagem no face do Papão", desabafou o volante.

José Jorge, preparador físico que já passou pelo Clube do Remo em quatro oportunidades, em uma delas foi até Campeão Paraense, diz recriminar totalmente esta combinação. Lembrou ainda que muitos jogadores, ao perceberem que álcool e prática esportiva não combinam, param de beber e consegue jogar até os 35 anos ou mais. “Com a chegada da idade, eles conseguem sentir os malefícios que essas drogas trazem ao corpo, e param de beber. Isso ainda deixa eles jogando por um período maior. Trabalhei com o Capanema, bem no início, e até dei uns conselhos para o atleta, ele é um ótimo jogador. Eu sou radicalmente contra o álcool. Minha obrigação é orientar, fico preocupado com o atleta dentro e fora de campo. Se ele vai para fora beber, ele não rende o que o treinador quer. Eu reprovo e já me indispus com essa minha opinão”, contou.

O preparador físico ainda questionou sobre esses momentos de folga, que na verdade deveria ser momento de descanso. “Alguns torcedores não se preocupam com a vida extra campo dos atletas, mas eu me preocupo, sim. O jogador tem que ser atleta na concepção da palavra, se abstendo do álcool e da pelada também, ele precisa descansar a musculatura. Será que após uma partida o coração precisa de álcool ou de uma água de coco? Na folga, o atleta precisa na verdade de repouso, para, de fato, repousar a musculatura”, explicou José Jorge.

Com o passar o tempo e a chegada da idade, o álcool e os abusos físicos começam a serem sentidos. “O organismo vai se desgastando e é esse desgaste que prejudica. Vocês podem perceber isso nas próprias partidas. No primeiro tempo de um jogo, o atleta vai, corre e dá o seu melhor, aí tem a parada do intervalo, 15 minutos parado. Na volta, o jogador corre apenas os 10 primeiros minutos, depois a perna começa a pesar, a musculatura reage e esses são os efeitos do álcool, da falta de profissionalismo do atleta”, finalizou o preparador.

(Bruna Dias/DOL)

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