Na história recente do clássico Remo x Paysandu, a vantagem do empate na partida decisiva mudava de lado a cada jogo. Tanto os azulinos quanto os bicolores já tiveram a oportunidade de jogar por dois resultados em uma partida decisiva. Nos dois últimos anos, cada clube conquistou um turno do Parazão após empatar em dois jogos (caso do Remo em 2014) ou vencer o rival no segundo jogo (caso bicolor em 2013).
Se o Remo quiser avançar a final da Copa Verde, terá de reverter a vantagem bicolor, que venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e joga pelo empate. Para chegar a final, os azulinos podem se espelhar em um clássico disputado no ano de 2009, quando os azulinos enfrentavam uma crise e precisavam da vitória para eliminar o Papão de uma final, na ocasião era a semifinal do Parazão daquele ano.
A partida era festiva, pois o clássico chegava à marca de 700 duelos. O Paysandu jogava pelo empate e via o rival em crise, após ser eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para o Flamengo, por 2 a 0, com mais de 40 mil torcedores no Mangueirão. Com a bola rolando, os bicolores ameaçavam a todo instante o time, mas bastou dois ataques para o Remo chegar ao gol.
Na bobeira da zaga, Helinho chutou forte e abriu o placar no começo da partida e, no fim do primeiro tempo, Beto, em cobrança de pênalti, ampliou o placar. Reinado descontou para os bicolores, que ainda perderam um pênalti, com Rossini. No fim, os azulinos festejaram a vitória que credenciou o time para decidir o título contra o São Raimundo, de Santarém.
Veja como foi o clássico Paysandu 1 x 2 Remo, pela semifinal do returno do Parazão 2009
(Diego Beckman/DOL)
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