Como explicar uma rivalidade que ultrapassa os 100 anos e a cada novo encontro renova o fôlego, mesmo após cinco partidas disputadas em apenas três meses? Não fosse o Re-Pa, a resposta poderia até ser previsível, mas como se trata de um dos duelos mais disputados do mundo, a vontade é a mesma e nem a superioridade bicolor aponta para qualquer favoritismo.
Time de Mazola pode ter surpresas
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O jogo deste domingo, às 16 horas, no Mangueirão, é clássico de número 724. É também o sexto do ano, dessa vez válido pela quinta rodada do segundo turno do Campeonato Paraense. O Papão tem ampla vantagem, seja na classificação, seja no retrospecto anual. Os bicolores, comandados pelo técnico Mazola, encontraram enfim o entrosamento, a unidade tática que há muito tempo é perseguida pelo adversário. O reflexo é visto na tabela: o Paysandu é líder do returno, com 10 pontos em quatro jogos.
Muito abaixo aparecem os remistas, que conseguiram apenas três empates em três jogos. A diferença é visível. Talvez por esse motivo o desejo do lado azul marinho é compensar o prejuízo. E quem pensa que um duelo qualquer seria perfeito, o erro chega a ser estúpido. O Re-Pa já serviu para impulsionar muitas campanhas. É nessa mística que os remistas se apoiam, após duas eliminações seguidas em competições nacionais, uma delas para o próprio Paysandu, há uma semana.
Se não conseguiram pelas vias diretas, ou seja, no gramado de jogo, os azulinos contornam por outras, com um fôlego impressionante de quem não desiste mesmo após tantos percalços. Tem sido essa a rotina do Remo: trabalhar para espantar a crise, enquanto o Papão, em um outro patamar, esculpe sem desespero uma consistência tática que o levará, se assim for seguido, para longe dos padrões locais. Duas campanhas e duas realidades diferentes que, no campo de batalha, pregam a igualdade, pelo bem da tradição. Assim é o Re x Pa.
(Diário do Pará)
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