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Torcedores e o pai do Héverton foram ao treino

O meio-campista Héverton foi o centro das atenções ontem (3), na Curuzu. Três dias após ter ameaçado pendurar as chuteiras, o jogador participou do treino da tarde para aqueles que não viajaram a São Luís-MA, onde o Paysandu empatou por 2 a 2, na últim

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O meio-campista Héverton foi o centro das atenções ontem (3), na Curuzu. Três dias após ter ameaçado pendurar as chuteiras, o jogador participou do treino da tarde para aqueles que não viajaram a São Luís-MA, onde o Paysandu empatou por 2 a 2, na última quarta-feira (2), com o Maranhão, no jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil.

A reintegração de Héverton ao elenco já havia sido anunciada na véspera do retorno aos trabalhos pelo próprio jogador. Na ocasião, ele prometeu seguir cumprindo com o restante do contrato que tem até o dia 30 de novembro com o clube. “Na verdade, nem fui. Foi só um momento de instabilidade psicológica, alguns problemas particulares que estavam afetando até meu desempenho em campo. Por isso tomei aquela decisão, mas já mudei de ideia”, explicou.

O jogador criticou o fato de ter sido escalado de forma irregular pela Portuguesa-SP contra o Grêmio-RS, em 2013, o que culminou com a queda do time paulista para a Série B do Campeonato Brasileiro. “Posso dizer que foi amadorismo. É fácil jogar um problema nas costas de outra pessoa, mas isso pesa na vida de um atleta profissional. Felizmente o momento agora é outro e estou focado em busca de mais um título em minha carreira”, completou.

O meia falou da pressão que vinha sofrendo por ter sido o pivô da queda da Lusa. “Com a cabeça desse jeito, o desempenho é outro. Estou procurando ajuda de profissionais. Infelizmente aconteceu comigo, mas tenho que levar minha vida e honrar essa camisa que já aprendi a gostar”.

Héverton revelou ter recebido a solidariedade dos companheiros na volta ao clube, além do carinho de algumas torcedoras e do próprio pai, que estiveram na Curuzu. “Já conversei com o grupo. Todos me apoiando, me incentivando. Onde passei sempre tive bom relacionamento com comissão técnica e os companheiros, aqui não é diferente. A relação com a torcida é muito boa, calorosa. Eu fico feliz com o carinho que tenho recebido da torcida em tão pouco tempo que estou aqui”, agradeceu.

(Diário do Pará)

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