Pela segunda vez neste campeonato, Clube do Remo e Gavião Kyikatejê duelam, agora pela sexta e penúltima rodada do returno. O Leão luta por uma vitória, que pode lhe dar, dependendo da combinação de resultados, até a vice-liderança na tabela, enquanto a equipe indígena, praticamente rebaixada, se agarra a qualquer esperança de salvação.
O time azulino amargava uma campanha pífia, que chegou a contar com um jejum de dez jogos sem vitórias, mas a rodada passada deu o ânimo necessário para a equipe de Roberto Fernandes arrancar em busca da classificação. Atualmente, os remistas estão em 5º lugar, com sete pontos, cinco a mais que o Gavião, lanterninha.
Somando a vitória por 3 a 0 sobre o Independente ao peso da camisa, o Remo leva a condição de favorito, mas ainda luta contra um velho problema: a perda de jogadores para o departamento médico. Na sexta-feira, foi a vez de Ratinho deixar o gramado direto para o consultório. O problema tem sido constante, mas aos poucos, o técnico vai arrancando de suas opções naturais maior comprometimento.
Do outro lado, o Gavião, que chamou mais atenção pelas prerrogativas de sua formação, há muito deixou de ser novidade, ao cair na dura realidade que é disputar um Paraense. Talvez por esse motivo, a equipe sentiu o baque e provavelmente terá de lutar, no ano que vem, por uma vaga na elite. Muito embora não tenha respondido em campo, a equipe indígena mostrou que o índio já trocou o apito pela bola.
FALTA DE INFORMAÇÃO É ENTRAVE PARA OS AZULINOS
Desde que chegou ao Baenão, Roberto Fernandes foi claro em relação à falta de informação que tem sido disponibilizada a ele sobre os adversários. Até mesmo dentro do time o técnico teve dificuldades no início e ainda não se diz satisfeito com o nível de trabalho executado, devido ao pouco tempo disponível. E foi dessa forma, trabalhando contra o tempo, que o comandante conseguiu juntar uma equipe, segundo ele, ideal.
“Com a ideia que tenho e com aquilo que vi nos treinos e jogos, eu já tenho na minha cabeça uma equipe que eu gosto e quero ver jogar. Eu quero ver essa equipe posicionada em campo para ver se há o equilíbrio entre defender e atacar com eficiência”, disse. No entanto, a equipe dos sonhos, não é exatamente essa de hoje, seja por falta de jogadores ou por aplicação tática. Enquanto isso, ele vai atrás do que o espera.
“Eu tenho tido muito pouco acesso a material do que foi feito na competição até agora. Por exemplo, no jogo contra o Independente, eu não tive acesso a nenhum material deles. Não assisti DVD, nada disso. O que estamos fazendo é daqui para frente. Classificando para a fase final, aí sim, teremos mais informações”, argumenta, adiantando que contra o Gavião a situação é a mesma, mas isso não impedirá o time de correr para cima.
“Do Gavião eu também não tenho nenhuma informação sobre o estilo deles de jogo. Não tenho nem informação do próprio Remo sobre o confronto do primeiro turno. Quer dizer, nós temos que ir lá, na base da imposição, procurar conhecer muito mais a nós mesmos do que propriamente o adversário”, diz.
(Diário do Pará)
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