A negociação envolvendo o atacante Lima e a Chapecoense-SC, que parecia bem encaminhada, pode não vingar, com o goleador permanecendo no Paysandu para o restante da temporada. Para ter o jogador na Série A do Campeonato Brasileiro, o clube catarinense teria de pagar quase R$ 200 mil ao Paysandu. Metade do valor se refere à multa de rescisão de contrato do atleta e o restante como devolução proporcional dos R$ 100 mil que Lima recebeu como luvas ao acertar sua vinda para a Curuzu. Ocorre que a Chapecoense só aceita se responsabilizar pelo valor da quebra de contrato, deixando o restante da dívida a cargo do próprio atleta.
O nó do problema está no fato de Lima também não concordar em meter a mão no bolso para ressarcir o Paysandu. A direção bicolor, por sua vez, bate pé e só libera o jogador depois de receber o dinheiro da rescisão contratual e das luvas. O embaraço pode levar a Chapecoense a desistir do negócio, conforme teria revelado o vice de futebol do clube, João Carlos Maringá. E a tendência é mesmo que o clube do Sul parta para a aquisição de outro jogador para a posição. Já se fala na contratação de Henrique, da Portuguesa-SP. O jogador se juntaria aos atacantes Alemão e Leandro, que já estão em Chapecó.
O interesse da Chapecoense em Lima foi despertado pelo fato de o atacante ter tido uma grande passagem pelo Joinville-SC, quando em cinco temporadas alternadas marcou 140 gols, sendo o maior artilheiro da história do clube até hoje. A fase positiva vivenciada pelo atleta no Paysandu também contribuiu para a cobiça dos catarinenses. Pelo Papão o jogador já marcou até aqui 16 gols nas três competições disputadas pelo clube - Parazão, Copa Verde e Copa do Brasil, figurando entre os principais artilheiros da temporada no futebol brasileiro. Lima, que não enfrentará o São Francisco, amanhã, em Santarém, foi liberado para viajar ao Rio Grande do Norte, de onde retornaria ontem à noite, de acordo com o clube.
(Diário do Pará)
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