Aos poucos, o treinador remista vai dando cara nova a equipe. Se antes o Remo jogava com três volantes, numa clara demonstração de insegurança técnica de seus jogadores, hoje o comandante não abre mão de dois meias e somente dois volantes fazendo a proteção da zaga, claro, com o auxílio dos laterais, que podem variar entre ataques e defesas, de acordo com as necessidades da partida.
O resultado das experiências com dois meias tem se repetido na frente. Roberto Fernandes tem testado o time com até três atacantes e tudo leva a crer, que a formação com Val Barreto, Leandro Cearense e Roni, deva ser usada neste domingo, de início ou no término da partida.
“Existe uma preocupação da equipe que inicia o jogo, aí eu te faço uma pergunta: e a equipe que termina o jogo? Acho que muitos nunca viram um jogo onde a equipe que começa termina. É importante treinar a equipe que termina o jogo, por isso as variações são necessárias. Eu gostei da formação com três atacantes. Se eu não começar com ela, pode ser que termine”, esclarece o técnico.
Se a fórmula for mesmo utilizada, provavelmente será pela parte do segundo tempo, com a saída de um jogador de defesa, quem ganha mais uma oportunidade de mostrar serviço é o jovem Roni, autor de dois gols até o momento.
Sem Jhonnathan, volante André deve ganhar a vaga titular
O retorno do volante André já era aguardado pelo técnico remista desde o final do jogo passado, contra o Gavião Kyikatejê. Suspenso na partida contra o Independente, o atleta ainda teve seu retorno ameaçado após um choque corporal com o atacante Leandrão, que o fez sentir muitas dores e deixar um treino na última quarta-feira (9). O problema, segundo ele próprio, já não o incomoda e ele se diz pronto para retornar ao time.
“Ainda dói um pouco as minhas costas, mas não atrapalha mais”, disse. “A gente espera fazer um bom jogo e conquistar a vitórias. Não vamos entrar pensando em outros jogos, até porque o Paragominas é uma boa equipe e o jogo será muito difícil”, afirma. A função destinada pelo treinador é de primeiro volante, com característica mais defensiva que o companheiro Dadá, no entanto, na prática, a função de marcar e sair com a bola poderá ser diferente.
“Na verdade não há uma definição. São dois volantes e os dois marcam e saem para o jogo. Não quer dizer que vamos ficar lá atrás plantados na cabeça de área. Acho que haverá dificuldade em relação ao entrosamento da dupla. Temos dois volantes bons de marcação, dois zagueiros e dois laterais”, explica, garantindo que a parte defensiva estará em boas mãos, faltando apenas o complemento com o restante da equipe.
“Os quatro que estão na frente precisam fazer o trabalho deles, em relação a marcação, não acho que haverá problema. Para isso, tivemos uma semana muito cheia, pois não sabemos se haverá outra situação como essa”, conclui André.
(Diário do Pará)
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