Depois de ter perdido, em campo, a Copa Verde para o Brasília-DF, na segunda-feira (21), o Paysandu tenta, no “tapetão”, reverter o título do torneio, alegando que o adversário utilizou, de forma irregular, o meia Gilmar. Segundo o advogado bicolor, Alberto Maia, o atleta teve a prorrogação de seu contrato registrado fora do prazo estabelecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O apoiador teve seu vínculo com o clube encerrado no domingo (20), com a prorrogação do contrato dando entrada na CBF na quinta-feira, às 20h34, quando o prazo regulamentar seria até às 19 horas do mesmo dia.
Maia e o outro advogado do Papão, Bruno Castro, se encontram no Rio de Janeiro, onde devem dar entrada, hoje, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com a denúncia da suposta irregularidade. A ação será encaminhada pela secretaria do tribunal a um dos auditores do órgão, que apreciará o documento, podendo oferecer ou não a denúncia para julgamento por uma das comissões do STJD, em primeira instância. Caso o tribunal acate a denúncia, o título do torneio e, consequentemente, a vaga na Copa Sul-Americana de 2015, será retirada do Brasília e entregue ao Paysandu.
O caso lembra o ocorrido, em 2013, quando o Papão, que havia sido eliminado pelo Naviraiense-MT, ficou com a vaga na 2ª fase da Copa do Brasil após denunciar a utilização do meia Bahia, pelo adversário, de forma irregular. Maia informou que possui vasto material que comprova a irregularidade do atleta. “São 14 páginas só com BID”, revelou. Ele explicou que só não ingressou com a ação ontem em função de esperar “um documento importante” para completar o dossiê. “Acredito que até amanhã (hoje) pela manhã já esteja de posse do documento que está faltando”.
O advogado foi cauteloso ao comentar a possibilidade de o Papão ganhar a causa. “O direito não é como a matemática, que é igual em todo lugar do mundo. Por isso não vou iludir ninguém. Prefiro esperar pelo desfecho do caso”, comentou.
(Diário do Pará)
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