Como nem tudo são flores, há preocupações e medidas a serem tomadas no intuito de resguardar a integridade física e moral de jogadores e, claro, da própria torcida. E justamente pensando no grave incidente que ocorreu no sábado anterior à partida diante do Independente, no estádio Evandro Almeida, o presidente do clube, Zeca Pirão, resolveu agir e proibiu que a facção responsável pelos ataques entrasse na praça esportiva.
Na prática, no entanto, a presença foi a mesma, apenas disfarçada sem a indumentária tradicional. Muito embora tenha sido extinta na justiça, a referida gangue mudou de nome e segue nos jogos do Remo, mesmo que a ordem seja outra. “Nós não vamos mudar o nosso posicionamento em relação a eles. Nós tomamos uma medida em relação às pessoas que invadiram o estádio e ela continua valendo”, informa o presidente Zeca Pirão, que manteve a decisão, apesar de admitir que não há como culpar todo mundo pela atitude de um grupo.
“Não fomos só nós que proibimos, o Ministério Público também proibiu. Eu estou defendendo os interesses do Clube do Remo. Entendemos que o que eles fizeram foi errado e a nossa postura deveria ter sido essa. Agora, não posso controlar, fiscalizar e punir mil pessoas por causa da atitude isolada de 20 ou 30 torcedores. São situações que nós não podemos evitar”, justifica o presidente.
(Diário do Pará)
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