Os azulinos guardam com carinho várias lembranças dos clássicos contra o Paysandu. Uma passagem em especial ocorria neste mesmo dia 7 de maio, só que há exatos 17 anos: o time azulino conseguiu uma das vitórias mais dramáticas da história. Com uma comissão técnica formada por jogadores, o Remo derrotou o Paysandu e fechou a série de 33 jogos em cima do rival, com um placar de 3 a 1.
Naquele momento, os remistas estavam abatidos com a perda do título da Copa Norte de 97, dentro do Mangueirão para o Rio Branco-AC, com uma derrota por 2 a 1 e uma provocação dos acreanos, que comemoraram o título imitando o movimento utilizado pelos atletas de remo, modalidade esportiva que deu origem ao clube.
Na noite daquele dia 7, o árbitro da partida acabou sendo Sidrack Marinho e após um primeiro tempo morno, o time remista viu o rival sair na frente, com gol de Julinho, que aumentou mais a tensão entre os jogadores, que poderiam perder o título do primeiro turno do Parazão daquele ano e a invencibilidade, que já incomodava os torcedores do Papão.
Mas a sorte mudou e com a comissão técnica formada entre os jogadores Belterra e Agnaldo, o Leão conseguiu a virada. O “seu boneco” marcou o gol de empate remista e aos 39 minutos, o atacante Zé Raimundo chutou no canto do goleiro Claudecir e virou a partida para o Remo, que ainda chegou ao terceiro gol com Edil, decretando o título do turno.
Este seria o último jogo do famoso tabu de 33 partidas contra o Paysandu. No duelo seguinte, os bicolores venceram os azulinos por 2 a 0, com gols de Julinho e Vagner, mas a festa bicolor durou pouco, pois no clássico final do Parazão 97, o Leão venceu o rival por 1 a 0, gol de Rogerinho e se sagrou pentacampeão paraense, de forma consecutiva.
(Diego Beckman/DOL)
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