Elas foram as grandes responsáveis por incentivar a prática de esporte na vida de dois garotos. A funcionária pública Zolete Feio e a autônoma Alda Maria Maciel dividem papéis de mãe e tia/mãe e desde cedo transmitiram o seu amor pelo futebol aos irmãos Caio e Cássio Maciel, hoje diretores da torcida “Camisa 33”.
“Nossa relação com o futebol sempre foi muito intensa, desde a infância somos fanáticos pelo Remo. Muito desse fanatismo e desse amor vem da convivência com a nossa família. Frequentamos o estádio desde bem pequenos, lembramos de jogos quando tínhamos 4 anos. Quem sempre nos levou aos jogos foi nossa tia/mãe Alda”, comentou Caio.
Mesmo com sua paixão pelo futebol, a preocupação sempre tomou conta do coração de dona Zolete. Quando seus filhos iam ao estádio, mesmo que acompanhados pela tia/mãe Alda, a aflição tomava conta, mas sabia que eles estariam em boas mãos.
Alda é um grande exemplo de que futebol e mulher combinam, sim. Seu interesse pelo esporte surgiu através do incentivo de seu pai e ela fez questão de transmitir este sentimento aos demais integrantes da família. Nos dias de jogos, ela faz questão de mostrar a força feminina. “Nos jogos a preparação é sempre a mesma, a camisa do Remo é indispensável, e os elementos da vaidade feminina também. Antes era mais complicado, mas atualmente a presença feminina já é algo comum no estádio, isso faz com que o pouco preconceito que existe esteja com seu tempo contado”, afirma.
“Nossa relação é muito boa, como se fosse de mãe para filhos, a importância dela é tão grande que também a chamamos de mãe. Ela que nos levava ao estádio quando éramos pequenos, muitas vezes contra a vontade da nossa mãe que tinha preocupação pelo fato de que éramos muito pequenos”, relembrou Caio.

Caio e Cássio Maciel ao lado da tia/mãe Alda. Foto: Arquivo Pessoal
Os irmãos contam que hoje, ambos com 24 anos de idade, os papéis se inverteram e eles são os responsáveis por garantir a participação da tia/mãe ao estádio e sua segurança. “Sempre vamos juntos ao estádio, o interessante é que agora os papéis se inverteram. Antes ela era a responsável por nos levar e pelos nossos ingressos, hoje nós a levamos e pagamos o sócio torcedor dela”.
Frequentando os estádios há uns 20 anos, tia/mãe e os irmãos demonstram sua paixão pelo clube do coração e acompanham os jogos, seja em Belém ou no interior do estado e mesmo já crescidos as mamães continuam com os corações divididos. “Uma situação engraçada que sempre ocorre é quando vamos assistir jogos no interior do Estado. Enquanto nossa tia/mãe fica feliz por ter a chance de assistir mais um jogo, nossa mãe fica preocupada com a questão da segurança e do percurso da viagem”, contou Caio.
Alda ainda faz questão de deixar um recado a todas as mamães. “Que elas frequentem mais o estádio e passem a acompanhar os seus filhos porque esse também é um ótimo momento de lazer”, garantiu.
(DOL)
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