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ESPORTE PARÁ

Dupla Re x Pa não decide os dois turnos desde 2005

Quem é fanático por futebol ou ao menos se interessa por um algum time, sabe o quanto é interessante frequentar estádios em dias de clássicos. Em todos os lugares, os “duelos de titãs” representam o que há de melhor em termos técnicos, financeiros e emoci

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Quem é fanático por futebol ou ao menos se interessa por um algum time, sabe o quanto é interessante frequentar estádios em dias de clássicos. Em todos os lugares, os “duelos de titãs” representam o que há de melhor em termos técnicos, financeiros e emocionais. São neles, os clássicos, que as torcidas se movimentam, a economia aquece e o espetáculo resplandece.

Não há como negar, em se tratando do povo paraense, que a grande locomotiva do nosso futebol está nas rédeas do clássico Rei da Amazônia, o Re-Pa. Prestes a completar 100 anos, o duelo terá mais duas edições, totalizando oito, podendo se expandir até 10 vezes, só em 2014. Tudo graças a um feito interessante. Desde 2005 os dois times não se enfrentam nas finais do primeiro e segundo turno. Nove anos se passaram e uma dúvida surgiu: a hegemonia dos grandes clubes paraenses está de volta?

Levando em consideração os aspectos históricos, não há o que dizer. De 2005 para cá, um verdadeiro hiato pôs fim aos clássicos em dois turnos. Daí, vieram em ascensão equipes do interior. Muitas delas cresceram em velocidade e, mais rápido ainda, sumiram do cenário esportivo, a começar pelo Ananindeua, em 2006, que bateu o Castanhal na final do segundo e perdeu o título estadual para o Paysandu.

No ano seguinte, a Tuna Luso despontou no primeiro turno e tirou a taça do Ananindeua, mas caiu, na final, diante do Leão Azul, campeão estadual de 2007. O bicampeonato, em 2008, com Ratinho e Levy, foi o último, ao despachar o Águia, campeão do 1º turno. Em 2009, o Paysandu levou o primeiro turno e decidiu o título com o São Raimundo, que havia vencido o 2º diante do Remo. A situação se repetiu em 2010, mas desta vez, o oponente foi o Águia, abatido e depenado pelo bicampeão Paysandu.

Já em 2012 e 2013, o cenário, que já estava caído para a capital, debandou de vez com a ascensão de Independente e Cametá, respectivos campeões estaduais, que só deram espaço no ano seguinte, para o retorno do Paysandu ao lugar mais alto do pódio estadual.

(Diário do Pará)

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