A relação entre imprensa e o jornalismo esportivo, os espaços na mídia, a formação acadêmica e mercado de trabalho, ética e o relacionamento com o público estiveram em pauta durante o terceiro bate bola do Troféu Camisa 13, realizado nesta terça-feira (20).
>> Veja a fotogaleria do encontro
Com o tema “A importância da cobertura jornalística na valorização do esporte regional”, o encontro teve como objetivo ampliar o debate em torno do relacionamento estreito e por diversas vezes complicado entre jornalistas esportivos, clubes de futebol e torcedores, além de refletir sobre questões de cunho ético e moral. O debate contou com a participação da equipe da Rádio Clube, do Diário do Pará, e ainda da professora e jornalista Ivana Oliveira.
“Eu entendo que toda a formatação de uma discussão, de um debate, de um contraditório é sempre saudável contribui e trás resultados muito interessantes. Quando você debate essa relação da imprensa com o esporte, como que a imprensa esportiva trata o esporte paraense, ela trata bem, ela trata mal, ela deixa o esporte carente, enfim é discutir relação vamos dizer dessa forma. E isso só faz a gente encontrar mecanismos para melhorar”, explicou Guilherme Guerreiro, coordenador de esporte da Clube.
Para o diretor de redação do Diário do Pará, Gerson Nogueira, os objetivos hoje dos profissionais principalmente daqueles relacionados ao esporte é identificar e atender as novas demandas de um público cada vez mais exigente. “A realidade de hoje, principalmente da imprensa obriga uma abertura cada vez maior no sentido de debater, de discutir assuntos, de se criticar e eu tiro isso até por experiência própria. A gente sempre teve dificuldades em lidar com críticas, críticas ao trabalho, críticas aos nossos posicionamentos, críticas à linha editorial de um veículo que a gente esteja, sempre foi um tabu isso, um campo sagrado e essa realidade obrigada e colocada pra todos nós pelas redes sociais, por essa participação cada vez maior do torcedor, a presença dele em todas as áreas e quase que digamos em tempo integral, isso nos obriga a uma atualização muito maior e também uma mudança de mentalidade inclusive”, afirmou.
Para a professora e jornalista Ivana Oliveira, o debate é de suma importância, pois avalia-se o perfil do jornalista que se forma hoje e como ele informa o seu público. “A grande questão que a gente trás pra cá é que tipo de jornalista está sendo formado para este mercado, que não é um mercado que se especializa dentro da universidade, mas que acaba se especializando no mercado. A grande preocupação nossa é mostrar que hoje a gente precisa fazer algumas separações éticas e refletir sobre o papel de quem estamos formando para essa realidade”, ressaltou.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar