Na avaliação do técnico Roberto Fernandes, taticamente o time esteve bem, apesar de ter recuado para a defesa quando viu que o placar estava em seu favor. Segundo ele, o maior problema foi o fato de a arbitragem ter perdido o domínio da partida em lances cruciais que, caso fossem cumpridos, na análise do treinador, gerariam muita polêmica e o consequente desequilíbrio dos ânimos.
“Nós tivemos a chance no lance capital do jogo, que foi a jogada do Roni. Na sequência, a não expulsão do zagueiro do Paysandu e a expulsão do nosso zagueiro resultaram na falta que deu a eles o terceiro gol”, critica.
Apesar disso, o treinador gostou da vibração do jogo. “Foi uma partida de detalhes e as duas equipes se equivaleram muito, mas uma bola não entrou e outra entrou”, completa.
Logo em seguida ao lance referido por ele, o próprio Fernandes invadiu o gramado e foi expulso. Ele acabou não assistindo a confusão estendida no gramado. “Eu fui excluído do banco de reservas pelo árbitro, que foi para a televisão botar banca e dizer que iria apitar com autoridade, mas na verdade foi patético. Não teve autoridade”, dispara Fernandes.
“Quando o Paysandu fez o segundo gol, eles passaram a agredir os jogadores do Remo. O Max foi agredido, pegue as imagens, ainda sim faltou pulso. Quando o Roni ganhou a jogada, ele sofreu uma falta por trás de carrinho do último homem e não levou cartão”, pontua, sem desmerecer o mérito adversário, que estará diante do Remo por mais dois jogos. “Chegam à final do campeonato as melhores equipes, que venceram da mesma forma com dois empates. Agora ninguém é de ninguém. Vamos juntar os cacos disso aqui e trabalhar para os dois jogos”.
(Diário do Pará)
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