Apesar do empate no último minuto e, consequentemente, do primeiro título que conquista no futebol do Pará, o de campeão do returno do Estadual, o técnico do Paysandu, Mazola Júnior, deixou o Mangueirão, nesta quarta-feira(28) à noite, levando uma grande preocupação para a sequência da competição: a deficiência de sua defesa em lances de bola parada.
O treinador admitiu, sem nenhum constrangimento, que esse é “o único ponto falho” da retaguarda bicolor. “Já fizemos de tudo que está ao meu alcance e ao alcance dos jogadores para corrigir esse problema. Infelizmente nesta quarta-feira(28) voltamos a sofrer gol neste tipo de situação”, lamentou.
O treinador prometeu continuar a luta para dar mais segurança ao setor defensivo de seu time em lances de faltas e escanteios que favoreçam o adversário. “Vamos continuar tentando contornar esse problema que, no meu modo de entender, é o único e grande problema defensivo nosso”, afirmou. De acordo com Mazola, para continuar sonhando com o título do Estadual, o Paysandu precisa superar de uma vez por todas a irregularidade. “Quando a gente conseguir contornar esse problema, temos tudo para conquistar o Campeonato Paraense e para ter um segundo semestre interessante”, previu.
Sobre a reação do time, quando o título da Taça Estado do Pará parecia já ter escorrido pelos dedos, o treinador apontou a entrada dos jogadores Dênnis, Airton e Leandro Carvalho como principal responsável pela atitude do grupo. “Não houve mudança de estratégia de jogo. O que fiz foi mudar as peças do time com a saída e a entrada de jogadores. Aqueles que entraram conseguiram render bem mais que os que estavam jogando”, afirmou Mazola.
O técnico lamentou o ocorrido no final do jogo. “Mesmo sendo prejudicados no jogo passado, aceitamos o resultado com dignidade. Hoje (ontem) o Remo não fez o mesmo”, acusou o treinador, agradecendo o apoio recebido da Fiel, que gritou seu nome ao final do Re-Pa. “Foi a resposta que o torcedor deu a minha atitude na semana passada.Não é qualquer um que faz o que fiz. Não é qualquer um que assume uma briga como essa, assumi e não me arrependo de nada”, finalizou o comandante bicolor.
(Diário do Pará)
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