Em toda e qualquer decisão há expectativa e nervosismo na torcida, mas pouco é dito sobre os atletas. Será que eles sentem a pressão? Como todo e qualquer ser humano, é normal que haja aumento na ansiedade, sobretudo quando se trata da decisão de um título estadual. Nessas horas, qualquer falta de concentração pode ser fatal e a regra do momento é equilibrar o lado emocional.
Não obstante o clima natural de uma grande decisão de título, o nono clássico da temporada traz como ingrediente o comportamento das equipes pós o episódio da última quarta-feira (28) quando jogadores e membros dos clubes protagonizaram um festival de socos e pontapés. No decorrer da semana, entretanto, os próprios atores começaram a lamentar o episódio, uns até pediram desculpas, caso do volante Vanderson, que agrediu Fabiano, do Remo.
Quanto ao nível da atmosfera, ninguém pode arriscar, mas certamente terá entre os detalhes, o resguardo na parte defensiva. O jogo passado deixou marcas, algumas não tão profundas, mas que abalam qualquer elenco em época de decisões. Só do lado azulino, oito jogadores foram direta ou indiretamente afetados. Ainda que nem todos sejam titulares, haverá sem dúvida, maior critério na hora de montar a onzena.
Das peças utilizadas nos últimos primeiros tempos, saíram Fabiano, Raphael Andrade, Ilaílson, Dadá e Thiago Potiguar. E costumeiramente, Carlinho Rech, Rubran e Val Barreto eram escalados no decorrer do segundo tempo. Ou seja, a perda maior, nesse sentido, será na reposição de peças, o que força o esquema inicial ser melhor preparado para suportar a construção de um resultado favorável e sólido. “O professor saberá bem trabalhar a nossa equipe”, espera o zagueiro Raphael Andrade.
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(Diário do Pará)
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