Integrantes de uma velha torcida organizada do Paysandu voltaram a aprontar, no último sábado (31), no Mangueirão. No primeiro tempo da partida contra o Fortaleza, o primeiro jogo dos bicolores pela Série C com a presença da torcida, dois rojões foram atirados para o gramado, fazendo com que o árbitro Edmar Campos da Encarnação paralisasse a partida. O apitador chegou, inclusive, a ameaçar encerrar o jogo antes dos 90 minutos. Além das bombas de fabricação caseira, arremessadas para o campo, outras duas foram jogada por um dos integrantes da mesma facção para o local onde estavam concentrados os poucos torcedores do Fortaleza.
Um dos envolvidos que atiraram bombas para o gramado chegou a caminhar em companhia de uma mulher pelas arquibancadas do estádio, sem que fosse molestado por policiais e seguranças. Só depois, com bastante atraso, foi que o comando do policiamento resolveu fazer vigilância mais efetiva nas arquibancadas, com policiais se infiltrando entre esses ‘torcedores’. A ação resultou na apreensão de três suspeitos: Édson Douglas Silva Melo e Carlos Alberto Bastos Costa, do Fortaleza, e Adriano Lima Pantoja, do Paysandu.
Os vândalos foram encaminhados ao Tribunal Itinerante que funciona no estádio. O técnico Mazola Júnior reclamou da atitude dos envolvidos. “É lamentável. A diretoria tem feito de tudo para reconstruir esse clube, que estava na lona, mas dá para ver que tem certos ‘torcedores’ que não querem o bem do Paysandu”, disparou.
Essa mesma facção foi responsável pelo fato de o time bicolor ter de cumprir, este ano, três jogos de portões fechados ao transformar a Curuzu, em 2013, em praça de guerra no jogo contra o Avaí-SC, pela Série B.
O departamento jurídico do Paysandu, por intermédio do advogado Alberto Maia, chegou a prometer, na época, processar a organizada pelos prejuízos causados ao clube.
(Diário do Pará)
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