O árbitro Edmar Campos da Encarnação, que apitou a partida entre o Paysandu e Fortaleza, no último sábado (31), em Belém, relatou em sua súmula as três bombas jogadas no gramado do estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. A partida era válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro da Série D.

Reprodução/Internet
Por causa do tumulto, o Papão será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/PA) e pode até perder mando de campo. Este foi o primeiro jogo do time de portões abertos em competições nacionais, já que o clube estava cumprindo uma punição de 2013.
De acordo com Alexandre Pires, assessor jurídico do Paysandu para fins criminais, três torcedores foram encaminhados para Delegacia Itinerante do local. Adriano de Lima Pantoja já possuía um mandato de prisão por outro crime e foi encaminhado para o presídio, ele ainda será julgado pelo estatuto do torcedor; Carlos Alberto Barros Costa, foi punido com um ano de afastamento dos jogos do Papão; e um adolescente foi encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA).
"Eles foram apresentados na delegacia onde foi assinado o Termo de Circunstância de Ocorrência e, em seguida, eles foram encaminhados para o ônibus itinerante do Tribunal de Justiça do Estado", contou o assessor.
Os três foram autuados no Art. 41-B, que indica punição para quem "portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência".
Coronel Campos, responsável pelo esquema de segurança em jogos realizados no Pará, informou que é impossível realizar uma revista minuciosa nos torcedores em dia de jogos. "Eles guardam essas bombas nos lugares que vocês nem imaginam, é impossível achar, até porque o volume de pessoas é grande nesses eventos. Não tem como evitar, é uma questão de educação mesmo. O cidadão precisa entender que não pode entrar com bombas em estádio", analisou.
(DOL)
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