Na próxima quinta-feira (12), será aberta oficialmente a maior festa do esporte mais popular do mundo. Como tradicionalmente acontece, às vésperas do mundial, as ruas das cidades ganham contornos verde-e-amarelo e cara nova para animar os moradores. Na capital paraense, as bandeirinhas tremulando sobre as passagens podem ser vistas de muitas esquinas. Na hora de enfeitar as vias, vale a criatividade e a organização para mobilizar os vizinhos. Em alguns bairros, há verdadeiras superproduções montadas para que todos entrem no clima da torcida pelo hexa.

Caricaturas, o mascote Fuleco, bandeiras estilizadas, o logo da Copa, bolas penduras, o escudo da seleção... Na Rua José Monteiro, no bairro do Mangueirão, são cerca de 300 metros totalmente enfeitados pelos moradores com motivos da Copa do Mundo. Manoel Raiol, 44 anos, e Ediane Macêdo, 33, organizaram a vizinhança e fizeram todos pôr a mão na massa para transformar a José Monteiro em um espaço especial. “É um momento ótimo pra gente confraternizar, colocar as diferenças de lado e torcer pela seleção. Mesmo se o Brasil não for campeão, o que vale é a festa que a gente faz juntos”, comenta Manoel.
ENFEITES
Segundo Raiol, em toda Copa do Mundo, os vizinhos se juntam para enfeitar a rua. “Já virou uma tradição pra gente. A gente trabalha muito enfeitando, vara a madrugada, mas é um esforço que vale a pena com certeza”, afirma. Wilda Soares, 48 anos, concorda. “Vale tudo pra gente ajudar na decoração. Alguns pintam, outros penduram, outros desenham... Todo mundo se ajuda e é uma satisfação e um prazer enorme saber que tu tá de alguma forma participando da Copa”, observa.
Para Érico Amaral, 30 anos, também morador da José Monteiro, a Copa do Mundo é um momento especial para renovar as esperanças. “O brasileiro ama o futebol e agora a gente tem a oportunidade de sediar a Copa do Mundo, então a emoção vai ser muito maior. Eu espero que esse ano a gente consiga o hexa porque a gente merece”, declara. Paola Cunha, 21 anos, sujou as mãos, literalmente, para pressioná-las enfeitando as paredes e a calçada da casa. Para a jovem, ainda que Belém não tenha sido escolhida como cidade-sede, torcer de longe faz sim diferença. “A gente precisa enviar energia positiva pra seleção porque a pressão em cima deles é muito grande. A minha parte eu vou fazer!”, garante.
(Diário do Pará)
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