O Re-Pa deste domingo poderá ser o último da passagem de Mazola Júnior pelo comando técnico do Paysandu. A goleada sofrida no primeiro clássico da final do Parazão fez com que uma série de problemas internos do clube viesse à tona, criando assim um ambiente, no mínimo, desfavorável à permanência do treinador na Curuzu. Só o simples fato de o treinador ser acusado pelo diretor Roger Aguilera de escalar mal a equipe já coloca em xeque todo o trabalho desenvolvido pelo comandante bicolor. O dirigente chegou até mesmo a colocar em dúvida o futebol do time nos jogos em que saiu vitorioso.
Por todo esse clima ruim que se instalou de repente na Curuzu, é justo que Mazola pretenda, talvez até mais que qualquer um dirigente ou jogador do clube, deixar o Re-Pa de hoje com pelo menos um resultado honroso. Se vier o título, melhor ainda, afinal de contas sair por cima é sempre positivo. Mas, todo mundo, do mais otimista dos torcedores até o próprio treinador alviceleste, sabe que é bastante difícil reverter a vantagem do adversário, isso para não dizer impossível, palavra não dicionarizada no mundo da bola.
Nos últimos anos, o principal clássico jamais havia registrado uma vitória tão folgada de uma das duas maiores equipes do Estado. Há 13 anos ocorreu um placar elástico em decisão envolvendo Leão e Papão, mas este favorecendo o Paysandu, que, no jogo de ida da final do Estadual de 2001, aplicou 4 a 0 no adversário em pleno Baenão e, na volta, na Curuzu, só empatou sem gols. Difícil para torcedores de ambos os lados lembrar de resultado com tanta diferença de gols em uma decisão de campeonato. Como no futebol acontece de tudo, a vitória remista, pelo menos nos últimos anos de confronto, pode entrar para a história, como o ano em que o Leão faturou o Parazão já no primeiro jogo da final.
(Diário do Pará)
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