Se para alguns atletas calejados como o experiente volante Vanderson do Paysandu, que aos 35 já anos já disputou até uma Taça Libertadores da América, ou o experiente arqueiro Fabiano, de 36, cuja carreira iniciou com um título da Copa Commenbol na equipe do Santos, talvez a emoção de levantar o troféu de Campeão Paraense não represente tanto quanto outras conquistas. Mas para os atletas que estão iniciando agora suas carreiras, levantar a Taça Açaí pode ser o equivalente papa xibé a levantar a Copa do Mundo. Meninos que até outro dia disputavam competições amadoras ou conviviam com as durezas de uma vida cheia de incertezas nas divisões de base de Remo e Paysandu e podem se tornar ídolos ainda com tão pouca idade.
Do lado azulino a molecada que já vinha fazendo bonito desde a Copa Norte sub-20, em 2013, surgiu no momento certo para o clube.
Igor João, Ameixa, Rony e Tsunami atuaram como veteranos e foram peças importantes na goleada azulina por 4x1 no primeiro jogo.
Durante a maior parte da competição, a exceção de Rony, esses jogadores mal esquentaram o banco de reservas. Após a suspensão de 8 atletas para o primeiro jogo da decisão, caiu no colo dos meninos a responsabilidade e o grupo não titubeou. Um crédito para eles e atletas como Guilherme, Rodrigão e Denílson, membros do grupo profissional mas pouco aproveitados na competição.
(Diário do Pará)
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