No dia 26 de março de 2014, o Remo enfrentava o São Francisco, pela quarta rodada do returno. Até os 25 minutos de jogo, o máximo que conseguia fazer era algum chute sem compromisso. Nada que creditasse uma reação. Algum tempo antes, aos 17, estreava pelo time, encorajado pelo técnico interino Agnaldo de Jesus, o garoto Roni, franzino, de baixa estatura, que de cara fez um gol, salvando o Remo da derrota.
Desde então, a carreira do atacante decolou. Ao invés de assistir os jogos do banco de reservas, Roni passou a protagonizar o espetáculo, tamanha foi a sua aceitação. Depois de Agnaldo, Roberto Fernandes iniciou a lapidação, que rende frutos preciosos. “É uma emoção muito grande, não sei nem explicar. Eu me dediquei muito, segui todas as orientações que me deram e nunca deixei de acreditar. Tudo o que estou vivendo agora é fruto da minha dedicação”, diz.
O atacante se despede do Parazão como grande revelação, marcando três gols e trazendo de volta a faceta clássica do bom futebol brasileiro, praticado com destreza, habilidade e muita ousadia. Com Roni em campo, o Remo ganha velocidade e as vezes algumas belas jogadas individuais. Ontem, apesar de ter sido completamente anulado pela marcação, ele acredita ter feito o essencial para o título.
“Eu fui bastante marcado em campo, sofremos dois gols, conversamos no vestiário e conseguimos retornar melhor em campo. Não foi uma boa exibição, mas o suficiente para nos garantir o título. Faltou tranquilidade em alguns momentos de finalização, mas tudo isso foi superado”, desabafa, agradecendo à famílias pela conquista. “Agradeço muito à minha família e aos meus companheiros. Nós estávamos focados e o nosso foco não foi perdido. A conquista desse título é um exemplo da nossa dedicação no decorrer do campeonato”, encerra.
(Diário do Pará)
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